Com o encerramento da temporada de 2026, o Rio Branco-ES iniciou o planejamento para o próximo ano e retomou as tratativas de um dos projetos mais aguardados desde a implantação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF): a construção de um centro de treinamento próprio. O CEO Renato Antunes revelou, por meio de nota oficial, que o clube avançou significativamente nas negociações para tirar o projeto do papel, classificando a iniciativa como fundamental para o futuro da agremiação.
Segundo o dirigente, a definição do local está em fase avançada e o projeto arquitetônico já está em andamento. A promessa é que o plano completo seja apresentado publicamente assim que todos os detalhes forem concluídos. “Paralelamente, seguimos avançando em projetos que serão fundamentais para o futuro do clube: a retomada das categorias de base, o investimento na estrutura de trabalho dos atletas e o desenvolvimento do nosso Centro de Treinamento próprio”, afirmou Renato Antunes.
Estrutura atual e o histórico do terreno perdido
Desde que assumiu a gestão do futebol capixaba, em dezembro de 2023, a SAF utiliza como base de treinamentos as instalações da Aert (Associação Esportiva e Recreativa Tubarão), localizada na Serra. O espaço foi reformado pelo clube e conta com campo de treinamento, academia estruturada, sala de imprensa e uma área dedicada ao Departamento de Ciência, Saúde e Performance. A construção de um CT próprio, no entanto, sempre foi tratada como uma das metas estratégicas da nova administração, tendo sido mencionada pelo próprio CEO ainda em junho de 2024 como prioridade para consolidar a estrutura do clube a médio e longo prazo.
Paralelamente ao avanço do novo projeto, o Rio Branco-ES acompanha um desdobramento jurídico envolvendo o clube associativo que deu origem à SAF. O Rio Branco Atlético Clube já chegou a possuir uma área de aproximadamente 60 mil metros quadrados no bairro Portal de Jacaraípe, na Serra. O terreno foi doado pela prefeitura em 1993 para a construção de um centro de treinamento, o que nunca se concretizou. Após uma disputa judicial, o clube perdeu a posse da área na década passada, e o imóvel retornou ao patrimônio do município. O Rio Branco recorreu da decisão, e o processo segue em tramitação no Supremo Tribunal Federal.
Fonte: ge.Globo.



