O torcedor do Confiança tem um motivo extra para acompanhar o noticiário do Flamengo nas próximas semanas. Uma proposta de reforma do estatuto rubro-negro, com votação marcada para 27 de janeiro, pode gerar efeitos indiretos na SAF azulina por atingir dirigentes que acumulam ligação com outros projetos de futebol.
A ideia, segundo o que foi apresentado, parte do presidente Bap e busca impor uma regra mais dura: associados do Flamengo ficariam impedidos de atuar em “poderes” do clube se tiverem qualquer vínculo com outras agremiações ou SAFs — seja como investidor, gestor ou conselheiro, inclusive de forma indireta. A restrição só deixaria de valer 12 meses após o encerramento total desse vínculo.
O ponto sensível para o Dragão é que a SAF do clube é comandada pelo grupo LG2, com o ex-presidente flamenguista Rodolfo Landim e outros ex-dirigentes cariocas em posições de liderança. Caso a mudança seja aprovada, esse grupo pode ser colocado diante de um dilema: manter participação/atuação no Flamengo ou seguir na gestão do projeto sergipano, o que pode exigir rearranjos na estrutura responsável por conduzir investimentos e decisões do futebol até 2027.
O cenário desenhado não indica quebra de contratos da SAF, mas pode mexer com o ritmo de decisões, especialmente em temas como contratações e planejamento esportivo, caso haja necessidade de troca de nomes ou reorganização de funções.
Ao mesmo tempo, a estrutura de governança já estabelecida — com conselhos e executivos profissionais — tende a funcionar como um amortecedor, mantendo a continuidade do projeto mesmo se houver mudanças na composição de dirigentes.
Fonte: Futebol Sergipano.



