Rafael Menin, investidor da SAF do Atlético, abriu o jogo sobre o momento econômico do clube durante a apresentação do novo CEO, Pedro Daniel, nesta quarta-feira (10). Ele projetou um avanço significativo nas negociações financeiras, com possível aporte em 2026 para equilibrar o balanço, embora não como solução completa para os desafios herdados. “Esperamos, quem sabe no primeiro trimestre do ano que vem, talvez um pouco mais para frente, dar um novo passo para que o Atlético fique com o balanço mais limpo. Não significa resolver todos os problemas, mas pode deixar a situação mais tranquila”, afirmou.
Desde a criação da Sociedade Anônima do Futebol, o Alvinegro avançou em etapas importantes, mas ainda enfrenta um cenário delicado. Menin destacou o papel da família nos investimentos iniciais, sem correção monetária, e o esforço contínuo para atrair novos recursos, incluindo a superação de entraves como a cláusula de diluição da associação.
Desafios históricos e caminho para sustentabilidade
Menin refletiu sobre os obstáculos que moldaram o projeto, como a pandemia da Covid-19, que complicou o lançamento da Arena MRV no fim de 2019. “Ao longo desses seis anos à frente do clube, procuramos fazer o melhor. Muitas coisas boas foram feitas, erros também foram cometidos, e aprendizados vieram”, disse, reconhecendo que a SAF trouxe alívio, mas não encerrou a reestruturação: “Ainda temos um balanço e uma situação financeira delicados, apesar da melhora após a SAF”.
O investidor apontou barreiras no futebol brasileiro para novos aportes, como a ausência de uma liga estruturada, mas vê otimismo no fair play financeiro. O aporte pode vir dos acionistas atuais ou de um terceiro, refletindo o compromisso em construir um legado sólido. “Estamos trabalhando incansavelmente para fazer um novo movimento”, concluiu, sinalizando a profissionalização como chave para o futuro competitivo do Galo.
Fonte: Itatiaia.



