A estratégia da Sociedade Anônima de Futebol (SAF) do Atlético-MG projeta um horizonte que vai muito além dos resultados imediatos no gramado. O plano, batizado de “Galo 2030”, visa consolidar a instituição como uma liderança institucional e esportiva no cenário sul-americano até o encerramento desta década. Segundo o CEO da SAF, Pedro Daniel, o objetivo é garantir que o clube seja protagonista em todas as esferas em que estiver inserido.
Essa visão de futuro já tem demonstrado força prática no mercado da bola. O projeto tem sido utilizado como um diferencial competitivo para atrair atletas de alto nível. Reforços recentes, como Maycon e Renan Lodi, destacaram em suas apresentações que o “poder de sedução” do planejamento estratégico foi determinante para a escolha pelo clube alvinegro.
Protagonismo institucional e influência nas grandes decisões
Para a diretoria, ser protagonista significa ter uma cadeira cativa e voz ativa nas discussões que moldam o esporte. O Atlético busca ser um influenciador direto em debates setoriais com órgãos como a CBF, o Governo Federal e a Conmebol.
O plano consiste em pavimentar pilares de sustentação que permitam ao clube ser representado de forma robusta em todas as instâncias de poder do futebol. A ideia é que o Galo não seja apenas um participante das competições, mas um agente transformador e líder nas decisões estratégicas do setor.
O desafio dos juros e o novo cronograma financeiro
Apesar da ambição institucional, o planejamento financeiro precisou ser recalibrado devido ao cenário macroeconômico brasileiro. O acionista majoritário da SAF, Rubens Menin, confirmou que a meta de tornar o clube livre de dívidas sofreu um ajuste no cronograma.
- Prazo inicial: 2026.
- Novo prazo: Meio de 2028.
O principal motivo para esse deslocamento de dois anos é a manutenção da taxa Selic em patamares elevados. Atualmente em 14% — bem acima dos 8% projetados no plano original —, o custo das pendências bancárias gera um impacto extra de aproximadamente R$ 50 milhões por ano nos cofres do clube. Esse cenário forçou a gestão a estender o prazo para a quitação total dos débitos, priorizando a sustentabilidade da operação enquanto lida com o alto custo do crédito.
Fonte: No Ataque.



