Em um momento de turbulência para o Santa Cruz, com salários atrasados e desempenho irregular em campo, o presidente Bruno Rodrigues tratou de dissipar dúvidas sobre o futuro da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube. Em entrevista ao Cast Coral, o dirigente rebateu especulações de que os investidores teriam se afastado ou abandonado o projeto, assegurando que o contato é constante e o processo segue em ritmo normal.
Investidores ativos e processo em andamento
Bruno Rodrigues enfatizou que os investidores estão envolvidos no dia a dia das operações. “Não houve nada de mais. Pelo contrário, a gente tem se falado todos os dias. Na realidade é um trabalho a várias mãos, eles estão cuidando do dia a dia”, afirmou o presidente. Segundo ele, o clube já superou etapas essenciais, como a aprovação no Conselho Deliberativo e na Assembleia Geral de Sócios, demonstrando que o projeto tem respaldo interno sólido.
O mandatário destacou que o Santa Cruz está agora na fase de evolução burocrática, focada no pagamento de credores. Essa etapa é essencial para formalizar judicialmente os repasses à SAF. “Não tenha dúvida, dúvida zero. Está tudo caminhando bem. A questão da burocracia envolve muitos detalhes minuciosos”, completou Rodrigues.
Próximos passos: recuperação judicial e leilão
Com as instâncias internas favoráveis, o avanço depende exclusivamente do trâmite judicial. O primeiro passo é a apresentação de um novo plano de pagamento no âmbito da Recuperação Judicial (RJ), condição indispensável para que a SAF entre em operação.
Após essa fase, o caso será encaminhado para leilão judicial. Nesse momento, outros investidores poderão apresentar propostas superiores à do grupo Cobra Coral Participações. Caso não haja oferta mais vantajosa, a proposta já aprovada internamente pelo Santa Cruz será mantida.
Essa estrutura de SAF representa uma oportunidade de reestruturação financeira para o clube, especialmente em um contexto de recuperação judicial, onde a gestão profissional pode ajudar a sanar dívidas e estabilizar as operações.
Fonte: Diário de Pernambuco.



