Dez anos depois de demonstrar interesse em regularizar a parte pública do terreno do Estádio do Canindé, a Portuguesa finalmente avançou para adquirir a fração da estrutura que pertence ao poder público. Através de sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF), a Lusa está perto de comprar a área. A ideia inicial anunciada pela própria equipe em janeiro de 2016 era que a Associação comprasse o terreno da Prefeitura de São Paulo. Com a mudança de planejamento, a própria SAF fará a aquisição e buscará a estrutura necessária para tirar o projeto do papel.
Uma das prioridades da Portuguesa é modernizar o Canindé. As obras tinham previsão para serem iniciadas ainda em 2025, mas foram adiadas devido a impasses burocráticos sobre a posse e a regularização do terreno, e agora têm previsão de início para o primeiro trimestre de 2027.
Inaugurado em 11 de novembro de 1956, o Canindé possui aproximadamente 56 mil a 60 mil metros quadrados de sua área total dedicados à Prefeitura Municipal de São Paulo. O terreno utilizado pela Associação Portuguesa de Desportos tem cerca de 110 mil m², o que significa que metade do complexo — incluindo parte das arquibancadas e das dependências sociais — fica em solo público, sob regime de concessão. A aquisição da fração pública é o passo decisivo para destravar a regularização do terreno e permitir que o projeto de modernização saia do papel.
O Canindé é palco de momentos marcantes do futebol brasileiro, como a vitória da Portuguesa por 5 a 4 contra o Vasco, pelo Campeonato Brasileiro, e a maior goleada já registrada na história do Brasileirão: a vitória por 10 a 1 do Corinthians sobre o Tiradentes-PI, na edição de 1983. No plano da SAF, apresentada ao fim de 2024, cerca de R$ 500 milhões foram destinados à modernização do Canindé e à exploração comercial do estádio como arena multiuso.



