Convidada para a estreia do POD_i com Andréia Sadi na GloboNews, Leila Pereira, presidente do Palmeiras, disse que, no futuro, pensa em ser dona de um clube.
A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, afirmou em entrevista nesta segunda-feira (1º) que já iniciou o planejamento para a sua sucessão no comando do clube. Com mandato vigente até dezembro de 2027, a dirigente reforçou que não pretende buscar uma alteração estatutária para um terceiro mandato consecutivo e que seu foco atual é preparar um nome de confiança para dar continuidade ao projeto administrativo iniciado em 2021. Leila foi enfática ao declarar que, embora pretenda seguir ligada ao futebol após encerrar seu ciclo no Palmeiras, não assumirá a presidência de nenhuma outra agremiação em território brasileiro.
A decisão de não presidir outros clubes no Brasil é acompanhada pelo descarte de uma possível candidatura à presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A mandatária ressaltou que sua trajetória como dirigente associativa deve se encerrar no Palmeiras, mas revelou que o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) desperta seu interesse para o futuro. Leila admitiu que, em um cenário pós-mandato, cogita a possibilidade de se tornar proprietária de um clube de futebol, enxergando no modelo empresarial a via mais eficiente para a gestão esportiva profissional.
Negociação da SAF do Vasco e distanciamento institucional
A dirigente também comentou sobre a negociação envolvendo a compra da SAF do Vasco da Gama por seu enteado, Marcos Lamacchia. Leila elogiou a movimentação, classificando-a como um “grande negócio” para o clube carioca, dada a capacidade de investimento e a seriedade da família Lamacchia. No entanto, ela fez questão de estabelecer um distanciamento institucional e pessoal em relação ao processo, garantindo que não possui qualquer participação direta ou indireta nas tratativas entre o investidor e a equipe de São Januário.
O posicionamento visa evitar conflitos de interesse, uma vez que Leila preside o Palmeiras e é a principal executiva da Crefisa e da FAM, patrocinadoras do clube paulista. A presidente reiterou que as atividades empresariais de seus familiares são independentes de sua gestão esportiva. Segundo ela, qualquer clube que conte com o aporte de Marcos Lamacchia terá uma gestão sólida, mas reforçou que seu compromisso atual e exclusivo permanece com a Sociedade Esportiva Palmeiras até o último dia de seu mandato.

Futuro como investidora e o modelo de gestão empresarial
Ao projetar seus passos após 2027, Leila Pereira destacou que a experiência na presidência do Palmeiras consolidou sua visão de que o futebol brasileiro precisa de profissionalização profunda. A possibilidade de se tornar dona de um clube no futuro, sem as amarras do modelo associativo tradicional, é vista por ela como uma evolução natural de sua carreira como empresária e gestora. Ela acredita que o sucesso obtido no Palmeiras serve como prova de conceito para o que pode ser realizado sob uma gestão corporativa rigorosa.
Apesar das especulações sobre seu futuro político, a presidente reafirmou que sua prioridade imediata é a entrega de resultados e a manutenção da saúde financeira do Palmeiras. A busca por um sucessor que compartilhe de sua filosofia de gestão é tratada como prioridade estratégica para garantir que o clube não sofra retrocessos administrativos após sua saída. Para Leila, o legado de sua presidência será medido pela estabilidade institucional e pela capacidade do Palmeiras de se manter autossuficiente e competitivo a longo prazo.



