O Grêmio Esportivo Juventus aprovou por unanimidade a constituição de sua Sociedade Anônima do Futebol em Assembleia Geral Extraordinária realizada nesta segunda-feira (1º). A votação recebeu 7 votos a favor e nenhum contra, marcando uma decisão histórica para o tradicional clube jaraguaense. A SAF representa estratégia para viabilizar o pagamento de dívida de R$ 10 milhões e atrair investidores.
A assembleia foi conduzida pelo presidente Paulo Ricardo Raimondi e contou com a explanação jurídica do advogado Marco José Poffo, que apresentou fundamentos legais da mudança, impactos administrativos e financeiros, e potenciais benefícios da transformação. Estiveram presentes 15 pessoas — sete dirigentes, o advogado e sete representantes da comunidade. De 12 votantes aptos, cinco se ausentaram (apenas um com justificativa).
A aprovação foi condicionada à existência de interessados na aquisição dos direitos da nova estrutura. Raimondi afirmou: “Esta é uma decisão histórica para o Grêmio Esportivo Juventus. A aprovação da SAF reflete o compromisso de nossos associados com a perenidade e o crescimento do clube. Estamos abrindo as portas para investidores que compartilhem de nossa visão e que queiram participar de um projeto sólido e transparente”.
A AGE autorizou o Conselho Diretor a tomar todas as medidas necessárias para formalizar a SAF junto aos órgãos competentes, incluindo registros, ajustes estatutários e condução de negociações com potenciais investidores. O clube confirma sondagens de interessados, mas as ofertas apresentadas até agora estão abaixo do necessário para quitar dívidas e viabilizar investimentos.
Recuperação Judicial e última oportunidade
As medidas apresentadas para andamento do processo de Recuperação Judicial (RJ) também receberam aprovação unânime na assembleia. A diretoria explicou que a SAF facilitaria cumprimento de obrigações financeiras, especialmente no pagamento da dívida total, estimada em R$ 10 milhões. O débito relacionado à empresa de Hudson Moura, por estar em disputa judicial, foi excluído do cálculo que integra a recuperação.
O cronograma estabelecido prevê a entrega da proposta de pagamento ao juiz até 27 de dezembro e a realização de assembleia com credores até o fim de janeiro, quando o plano deve ser votado.
Questionados sobre a possibilidade de rejeição da proposta, dirigentes foram diretos: caso isso ocorra, o caminho seria a venda de patrimônio, incluindo o estádio João Marcatto, para quitação de dívida e eventual reconstrução da estrutura do clube em outro formato ou local.
Ou seja, a SAF representa a última grande oportunidade de reerguer o Juventus e recolocá-lo em condições de competitividade. A expectativa agora é atrair investidores e consolidar o projeto capaz de garantir sustentabilidade e futuro ao tradicional clube jaraguaense.
Fonte: OCP News.



