Em entrevista ao canal Arena Alvinegra, o empresário João Moreira Salles, torcedor fanático do Botafogo, admitiu a possibilidade de investir na SAF que será comandada pela GDA Luma, de Gabriel de Alba. Na conversa, ele explicou por que nunca quis participar da gestão do clube. Um dos caminhos para se tornar acionista minoritário diz respeito ao projeto da base para o Espaço Lonier, que foi costurado ainda na gestão de John Textor. Em 2022, quando cedeu o local para utilização do Botafogo, o empresário ofereceu duas opções: percentual na SAF ou o pagamento da dívida do clube aos irmãos Moreira Salles.
“Acho que a gente participaria da SAF via Lonier, via base, entendeu? Porque o nosso investimento, que não seria um investimento pequeno, porque a gente iria construir toda a estrutura, se converteria em participação da SAF, o que nos daria um voto no conselho”, disse. Além da ajuda com o Espaço Lonier, João Moreira Salles participou também da elaboração do projeto para o Botafogo virar SAF.
O empresário entende que o futebol deve ser administrado por profissionais do setor e não apenas por torcedores com capacidade financeira. “Essa ideia de que você traz duas pessoas simplesmente porque gostam do Botafogo e têm recursos, essas pessoas são as pessoas certas para tocar o Botafogo é um equívoco, é um equívoco perigoso. Não acreditem nisso não. O que a gente precisa é de gestores competentes, de empresários, de pessoas que saibam organizar esse carnaval, nós não sabemos”, afirmou. Ele avalia que poderia oferecer um projeto de baseo projeto é mais de educação do que esportivo, porque a parte esportiva ficaria por conta dos profissionais do esporte. “Eu sei fazer as minhas coisas também, e eu preciso continuar a fazê-las” — é assim que o empresário justifica a decisão de manter distância da rotina administrativa do clube, reservando sua contribuição ao investimento na estrutura da base.
Fonte: ge.Globo.



