A votação da proposta de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Guarani foi adiada mais uma vez. Em Assembleia Geral Extraordinária, os associados aprovaram por unanimidade a mudança do cronograma, e a decisão sobre a oferta apresentada pelo empresário Roberto Graziano ficou para sexta-feira, 2 de outubro. O pedido para ampliar o prazo partiu do próprio Graziano: o clube concedeu mais tempo para que o investidor estudasse a nova versão do contrato, com 83 páginas, e alinhasse todas as alterações feitas no documento.
Com o adiamento, as reuniões previstas para esta semana foram transferidas para a próxima. A nova programação prevê encontros na segunda-feira, 28 de setembro, e na quarta-feira, 30, ambas no ginásio do clube, para análise e discussão do contrato. A votação do dia 2 será realizada de forma híbrida — presencial e online —, com primeira chamada às 15h30, segunda chamada às 16h e encerramento às 20h.
A proposta em discussão prevê investimento total de R$ 1,075 bilhão, com 90% da SAF para o grupo de Graziano e 10% para o Guarani. Em relação ao novo estádio, o investidor trabalha com a possibilidade de concluir a construção em aproximadamente dois ou três anos após as aprovações. O novo adiamento dá aos associados mais uma semana para estudar a documentação antes da votação definitiva — e, na avaliação do dirigente Marcelo Galli, o prazo adicional pode ajudar o clube a tomar uma decisão mais consciente.
Durante a entrevista, Galli também foi questionado sobre a possibilidade de Roberto Graziano desistir da proposta após os novos adiamentos. O dirigente afirmou que não recebeu qualquer sinal nesse sentido. Segundo ele, representantes do Conselho foram informados de que o escritório contratado pelo investidor trabalhava nas alterações solicitadas pelo Guarani. “Sobre isso de retirar a proposta, em momento nenhum houve essa ameaça ou esse tipo de fala por parte do investidor, ao menos não para mim e não para os membros do Conselho Deliberativo que participaram das conversas”, afirmou.
A expectativa é que o contrato seja discutido nas reuniões da próxima semana e que os sócios decidam, em 2 de outubro, se aprovam ou rejeitam a proposta de SAF apresentada por Roberto Graziano. O novo calendário, portanto, concentra em poucos dias as etapas finais de um processo que envolve cifras bilionárias e uma mudança profunda na estrutura do clube de Campinas: primeiro, os encontros de esclarecimento para análise do documento de 83 páginas; depois, a assembleia que pode selar a virada do Bugre para o modelo empresarial — ou mantê-lo no associativo.



