A situação financeira de John Textor e de sua rede multiclubes, a Eagle Football Holding, atingiu um nível crítico de instabilidade. O fundo norte-americano Ares Management iniciou formalmente a cobrança de um empréstimo de 425 milhões de euros (aproximadamente R$ 2,625 bilhões) concedido em 2022 para a aquisição do Lyon, da França.
Até o momento, Textor quitou apenas 175 milhões de euros (R$ 1,081 bilhão), montante originado da venda de suas ações no Crystal Palace no ano passado. Diante do saldo devedor de 250 milhões de euros (R$ 1,544 bilhão), o fundo acionou uma cláusula contratual e estabeleceu um prazo de apenas duas semanas para a quitação total da dívida.
Ruptura de confiança e medidas drásticas
Relatos da imprensa estrangeira, como o jornal francês L’Équipe, indicam que o Ares Management perdeu completamente a confiança na gestão do empresário americano. A relação, que antes buscava soluções amigáveis, tornou-se estritamente litigiosa.
A crise se agravou após a descoberta de que Textor, antes de ser removido de sua posição central na diretoria da holding em 28 de janeiro, contraiu um empréstimo em nome do Botafogo com o fundo Hutton Capital. Esta movimentação não possui a aprovação da DNCG (entidade reguladora do futebol francês) e foi classificada pelo Ares como uma “brecha contratual intolerável”.
O risco de venda do Botafogo e outros ativos
As consequências desse impasse financeiro podem atravessar o Atlântico e impactar diretamente a SAF do Botafogo. Teoricamente, o Ares Management possui base jurídica para acionar a Justiça e os órgãos reguladores franceses para forçar a venda do controle dos principais clubes da rede Eagle Football: Lyon (França); Botafogo (Brasil); Molenbeek (Bélgica).
O objetivo dessa medida extrema seria utilizar os valores arrecadados com as vendas para liquidar a dívida bilionária pendente desde 2022.
Mudança de comando no Lyon
Nos bastidores do clube francês, a transição de poder já é vista como iminente. O fundo Ares deve assumir o controle direto do Lyon em breve e já mantém contatos com a atual presidente da equipe, Michele Kang, para estruturar um plano de recuperação financeira.
A remoção de Textor de cargos de liderança na holding em janeiro já sinalizava o enfraquecimento de sua autonomia, e o ultimato de duas semanas coloca o futuro de suas propriedades esportivas, incluindo o Glorioso, sob severa ameaça de troca de comando.
Fonte: ESPN.



