Em coletiva realizada nesta quarta-feira (21), o novo presidente do Conselho de Administração da SAF do Fortaleza, Bruno Cals, trouxe transparência sobre a realidade financeira do clube após o descenso para a Série B. O dirigente detalhou que o montante total entre dívidas e passivos supera os R$ 100 milhões, mas fez uma distinção técnica importante para situar o mercado e a torcida sobre o processo de reestruturação em curso.
A gestão encerrou o balanço em 31 de dezembro com uma dívida bancária de R$ 66 milhões. Segundo Cals, esse valor refere-se especificamente a compromissos com instituições financeiras, que envolvem juros e amortizações. Atualmente, esse montante está em fase de negociação e, uma vez formalizados os acordos, a expectativa é que esse passivo específico gire em torno de R$ 50 milhões.
A diferença entre dívida e passivo operacional
O dirigente explicou que o Fortaleza lida com outros passivos que compõem as contas a pagar, incluindo pendências com jogadores e empresários. A soma de todos esses compromissos ultrapassa a barreira dos R$ 100 milhões, mas o valor final ainda depende da reestruturação que está sendo feita durante a atual janela de transferências.
A estratégia da SAF é renegociar esses débitos de acordo com a nova realidade financeira do clube na segunda divisão. À medida que os acordos avançam e a folha é reajustada, a tendência é que esses passivos diminuam progressivamente, permitindo que o clube recupere o fôlego administrativo.
Orçamento para 2026 e a meta de venda de atletas
Para enfrentar o desafio da Série B, o Conselho Deliberativo aprovou um orçamento de R$ 225 milhões para 2026. O planejamento financeiro da SAF está fortemente ancorado na negociação de jogadores, que aparece como a principal fonte de receita prevista para o ano.
A meta estipulada para a venda de atletas varia entre R$ 65 milhões e R$ 74 milhões. Esse capital será fundamental para sustentar a operação do futebol e, simultaneamente, honrar os compromissos financeiros renegociados, garantindo que o Fortaleza mantenha sua competitividade mesmo diante do cenário de queda de receitas decorrente do rebaixamento.
Fonte: ge.Globo.



