Paulo Prisco Paraíso, ex-presidente da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Figueirense, formalizou sua renúncia ao cargo nesta segunda-feira (23), por meio de uma carta enviada ao presidente José Tadeu da Cruz e divulgada em vídeo nas redes sociais. O clube confirmou a decisão em nota oficial, marcando o fim de um ciclo de seis anos na gestão da SAF, que já havia sido destituída pelo Conselho Deliberativo no início do mês.
A renúncia ocorre duas semanas após a não homologação da diretoria pela assembleia, em reunião extraordinária no dia 16. Além de Prisco, também deixam os postos José Carlos Lages (vice-presidente da SAF), Nilson José Goedert (presidente do Conselho Fiscal), Célio Mangrich Júnior, Simone Regina de Souza Cechetto, José Aloízio de Andrade (membros do Conselho Fiscal), e os suplentes João Geraldo Fidélis e Thiago Buss Coelho.
Carta de despedida destaca reorganização administrativa
No documento de três páginas, Prisco relembra seu retorno ao clube em um momento crítico e lista conquistas como auditorias externas, avanços na recuperação judicial (em andamento), negociações com fundos financeiros e preservação de patrimônios como o Estádio Orlando Scarpelli e o terreno do ginásio. Ele expressa tristeza pelos resultados esportivos aquém do esperado, mas afirma deixar com a consciência tranquila uma base institucional, jurídica e patrimonial sólida.
Prisco deseja sucesso aos sucessores e reforça seu compromisso como torcedor e sócio, enfatizando que o trabalho realizado pode recolocar o Figueirense no topo do futebol brasileiro e como maior clube de Santa Catarina.
Transição imediata e propostas de compra em análise
Com as saídas, Antônio Miranda, presidente do Conselho Deliberativo, acumulará interinamente a presidência da SAF até a nomeação de novos responsáveis, decisão que caberá a José Tadeu da Cruz em conjunto com o Conselho. O processo deve ocorrer nos próximos dias para garantir a continuidade das operações.
Paralelamente, o Conselho analisa propostas para a compra da SAF, que pertence integralmente ao clube. Um grupo liderado por Edson Silva, ex-presidente e fundador da Nexxera, ofereceu adquirir 90% das ações, com compromisso de quitar a recuperação judicial após homologação e investir em futebol, base e infraestrutura. Outra iniciativa vem da Kactus Capital, que realizou estudos sobre a situação financeira e manifestou interesse formal na aquisição.
Fonte: TV Barriga Verde; Agora Floripa.



