A Fifa apresentou uma sugestão que pode alterar as regras do futebol, visando combater as simulações de lesões, conhecidas como “cera”. A proposta estabelece a obrigatoriedade de um minuto fora do campo para atletas que receberem atendimento médico durante as partidas. A medida, noticiada inicialmente pela BBC, depende da aprovação da International Football Association Board (IFAB), entidade responsável por regulamentar as regras do jogo, em sua reunião anual marcada para o próximo sábado, 28 de fevereiro.
O principal objetivo da Fifa é reduzir o número de fingimentos no futebol, prática que interrompe o fluxo do jogo e gera controvérsias. Com a nova regra, jogadores que solicitarem atendimento médico seriam obrigados a deixar o campo por pelo menos um minuto, independentemente da gravidade da lesão. Essa pausa forçada visaria desencorajar atitudes oportunistas, promovendo maior integridade no esporte.
A entidade máxima do futebol argumenta que a medida contribuiria para um jogo mais justo e dinâmico, minimizando interrupções desnecessárias e reforçando a responsabilidade dos atletas em relação à sua saúde e à competição.
Histórico de discussões e testes anteriores
Essa não é a primeira vez que o tema é debatido. Em janeiro passado, a IFAB discutiu a possibilidade de implementar um tempo mínimo fora do campo para atendimento médico, mas não houve consenso sobre a duração exata da pausa. Na temporada 2023/24, a Premier League inglesa testou uma regra semelhante, exigindo 30 segundos de ausência para jogadores atendidos, mas recuou da medida no ano seguinte devido a críticas sobre sua eficácia e impacto no ritmo das partidas.
Mais recentemente, em dezembro passado, a Fifa realizou um teste durante a Copa Árabe, impondo dois minutos de pausa obrigatória. Os resultados desse experimento serviram de base para a proposta atual de um minuto, considerada um equilíbrio entre coibir simulações e preservar a continuidade do jogo.
Possíveis implicações para o futebol brasileiro e internacional
Caso aprovada, a nova regra entraria em vigor a partir da temporada 2026/27, afetando competições em todo o mundo, incluindo o Campeonato Brasileiro e a Copa Libertadores. Treinadores e jogadores teriam que adaptar suas estratégias, considerando que lesões reais poderiam exigir pausas mais longas, enquanto simulações seriam penalizadas com a perda de tempo em campo.
A medida reforça o compromisso da Fifa com a modernização das regras, visando maior transparência e eficiência. No entanto, especialistas apontam que sua efetividade dependerá da aplicação consistente pelos árbitros e da aceitação por parte dos clubes e federações.
Fonte: Itatiaia; CNN Brasil.



