A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) já prepara mudanças para o Carioca de 2027, que ainda precisarão de aprovação dos clubes em arbitral previsto para acontecer em novembro. A entidade quer combater de forma mais dura e objetiva as simulações e também tomará medidas para diminuir a pressão de diversos jogadores sobre os árbitros durante as partidas. Mas as novidades já estão valendo para as competições organizadas pela entidade neste segundo semestre.
O presidente da comissão de arbitragem, Jorge Rabello, revelou ao Lance! que levará aos clubes da elite estadual uma proposta para que os capitães das equipes sejam responsabilizados pelo comportamento dos demais jogadores. Eles passarão a ser punidos no caso de aglomerações para reclamação durante as partidas. “Sendo assim, toda vez que qualquer outro jogador ou jogadores se dirigirem ao árbitro, haverá o seguinte procedimento: o árbitro vai bater no braço esquerdo na altura da braçadeira de capitão, vai apontar para ele e falar: ‘Tira daqui’. Se não fizer, cartão amarelo para o capitão. Se houver reincidência, será amarelo e vermelho para o capitão. Com isso, temos convicção de que poderemos acabar com esse péssimo comportamento dos jogadores”, explicou Rabello.
Combate mais duro às simulações e regras mantidas para 2027
Mas não é só. As simulações passarão a ser punidas de forma mais objetiva, e com auxílio do árbitro de vídeo. A entidade foca, neste caso, especialmente em situações em que o jogador sofre um contato no peito ou no ombro e cai, por exemplo, com a mão no rosto, fingindo agressão. A ideia de Rabello é não só punir, mas expor o comportamento que, segundo ele, é “vergonhoso”. “Em nosso entendimento, é preciso acabar com essa vergonha que é a simulação. Atleta atingido no peito ou ombro, que cai com a mão no rosto simulando ser atingido. Isso precisa acabar! É uma vergonha no futebol! Se aprovado pelos clubes em arbitral, o VAR irá revisar o lance e, se o jogador não foi atingido no rosto, é um lance objetivo. Ou seja, o VAR irá avisar ao árbitro que se trata de simulação, sem necessidade de que ele vá ao monitor para revisão. O atleta será advertido com cartão amarelo e imediatamente será liberada a imagem da simulação no telão do estádio. Ao haver exposição e podendo até resultar em expulsão do jogador, se já tiver amarelo, entendemos que iremos reduzir drasticamente esse tipo de situação”, disse o dirigente.
A Ferj também manterá para 2027 regras que, segundo Rabello, são um sucesso. A pausa para hidratação, em função do calor do verão carioca na época da disputa do torneio, continuará a ser obrigatória, assim como a linha de 12 centímetros de flexibilidade na marcação dos impedimentos. “Em 2025, a Ferj, com o objetivo de privilegiar o gol, adotou essa medida, e é sucesso absoluto. Acabar com pontinha do pé, ombro, joelho na frente… Introduzimos a linha de 12 centímetros para o impedimento para isso em 2025, e continuará em 2027”, concluiu. Apesar de o arbitral para a elite do Carioca só estar previsto para os últimos meses do ano, essas medidas já passarão a valer em todas as competições da Ferj neste segundo semestre, incluindo as Séries B1 e B2 dos profissionais. Foram realizados dois workshops recentemente, no fim de julho e início de agosto — um deles, em dois dias, somente para os árbitros que atuarão nessas competições, e outro para os clubes envolvidos.
Fonte: Lance.



