A Desportiva Ferroviária está na reta final para a constituição oficial da sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF) — o modelo empresarial que separa a gestão do futebol da estrutura associativa tradicional do clube, permitindo a entrada de investidores. O presidente do Associativo, Carlos Farias, o Carlinhos, afirma que a pendência relacionada à Junta Comercial foi resolvida e que agora restam apenas ajustes contábeis. Segundo o dirigente, a expectativa é concluir o processo em poucos dias.
“Acho que em poucos dias a gente tem a conclusão disso, são detalhes. Mas, o importante é que o processo não está parado. Nós conseguimos resolver a situação com a Junta Comercial e com toda a documentação. Estamos fazendo um ajuste à pedida da contabilidade de 2025 […] porque os investidores precisam ter tudo isso”, afirmou.
A criação da SAF foi aprovada pelos sócios da Desportiva em julho, em votação que terminou com ampla maioria favorável ao projeto. Desde então, o clube vem cumprindo as etapas burocráticas para formalizar a nova empresa. A documentação da assembleia e o estatuto da SAF já foram aprovados, e o único entrave apontado atualmente por Carlos Farias está nos ajustes solicitados pela contabilidade referentes ao exercício de 2025. Uma vez concluída essa adequação, o processo ainda precisa avançar nas formalizações que oficializam a entrada do grupo na gestão do futebol da Desportiva.

Investidores já conhecem o clube e planejam 2027
Enquanto os últimos trâmites são resolvidos, os investidores que participam do projeto já começaram a conhecer a estrutura da Desportiva Ferroviária. Eles estiveram no Espírito Santo e visitaram o Estádio Engenheiro Araripe, casa do clube, e o grupo também já iniciou conversas pensando no planejamento do futebol para 2027. “A SAF já está fazendo o trabalho de visitar o estádio, buscar recursos, possivelmente melhorar o gramado… Desde o dia da Assembleia ficou claro que eles têm toda a liberdade de agir”, ressaltou o presidente.
Carlinhos aproveitou para projetar a reta final da sua gestão. “Eu saio da presidência no final do ano, mas ainda tenho dois objetivos: concluir essa questão da SAF e zerar o nosso débito trabalhista. É algo que eu tenho trabalhado muito nos últimos tempos”, concluiu.
O movimento coloca um dos clubes mais tradicionais do futebol capixaba — 17 vezes campeão estadual — diante de uma virada institucional: a chegada dos investidores promete reestruturar o departamento de futebol, com melhorias estruturais já mapeadas no estádio e no gramado, enquanto o clube busca, fora das quatro linhas, encerrar pendências financeiras. Com a Junta Comercial resolvida e a previsão de dias para os ajustes finais, a Grená caminha para concluir a transição e iniciar uma nova fase de gestão profissional.
Fonte: ge.Globo.



