A tributação das Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) volta a ser pauta na Câmara dos Deputados, com o líder do PL na Casa, Sóstenes Cavalcante (RJ), liderando o movimento para reverter a alíquota atual de 8,5% para os 5% anteriormente aprovados pelo Senado Federal. Em entrevista à CNN, Cavalcante argumentou que manter a menor taxa é crucial para a competitividade do futebol brasileiro, especialmente para clubes de menor porte que buscam se reestruturar com o auxílio da iniciativa privada.
Para o parlamentar, a SAF representa uma oportunidade ímpar para o esporte, e a alíquota de 5% já garantiria a devida contribuição social ao Estado. “Aumentar para 8,5% seria sobrecarregar tantos clubes que tanto precisam, em especial aqueles médios e pequenos clubes de futebol de todo o Brasil, que poderão, através de SAFs, terem aí o seu futebol mais competitivo, ascendendo a outras divisões do futebol”, destacou, enfatizando o potencial transformador do modelo.
Articulações políticas e impacto financeiro da tributação
Sóstenes Cavalcante revelou que o PL apresentou emendas e destaques visando assegurar a tributação reduzida, com a intenção de levar a questão ao plenário caso o relator não acate as propostas. O líder partidário expressou confiança na aprovação, justificando que “todo bom brasileiro quer um futebol competitivo”. Ele também criticou a postura governamental, acusando-a de buscar aumento de arrecadação sem responsabilidade fiscal.
Ainda segundo Sóstenes, a elevação da alíquota de 5% para 8,5% representaria um acréscimo de aproximadamente 70% na carga tributária dos clubes, um impacto significativo. Ele ressalvou que somente o Ministério da Fazenda poderia precisar a estimativa de receita adicional gerada pela alíquota maior.
Fonte: CNN.



