Em uma temporada marcada por extremos, o Corinthians reafirmou sua força no cenário nacional ao conquistar o título da Copa do Brasil 2025. No último domingo (21), o Timão bateu o Vasco por 2 a 1, garantindo o tetracampeonato da competição e encerrando um ciclo de traumas recentes, como eliminações em semifinais e dois vice-campeonatos que ainda pesavam sobre a torcida. A vitória não representa apenas a consagração esportiva, mas também um alívio financeiro: o clube embolsou uma premiação de R$ 97,7 milhões.
O ano de 2025 consolidou-se como o melhor desempenho técnico do clube desde 2017, já que, além do troféu nacional, o Alvinegro também levantou a taça do Campeonato Paulista. Sob o comando de Dorival Júnior, a equipe conseguiu blindar-se das oscilações e recuperar o protagonismo, provando que o apoio incondicional da Fiel Torcida segue sendo o pilar de sustentação contra os tempos sombrios vividos fora das quatro linhas.
O contraste dos bastidores
Apesar do sucesso nos gramados, o Corinthians enfrentou um verdadeiro caos administrativo e político ao longo do ano. O noticiário do clube foi dominado por episódios controversos, incluindo o afastamento cautelar e posterior processo de impeachment do presidente Augusto Melo no final de maio. Melo tornou-se réu em investigações da Polícia Civil por crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro e fraude. A crise estendeu-se aos antecessores, Andrés Sánchez e Duílio Monteiro Alves, denunciados pelo Ministério Público por apropriação indébita devido ao uso de cartões corporativos para fins pessoais.
A desorganização institucional manifestou-se de diversas formas: desde a falta de uniformes e a compra irregular de medicamentos para disfunção erétil, até o bloqueio de registros de novos atletas (transferban) por dívidas não pagas. Além disso, esquemas de comercialização clandestina de ingressos por cambistas e incertezas sobre a continuidade do executivo de futebol Fabinho Soldado evidenciaram a instabilidade. O título da Copa do Brasil surge, portanto, como um símbolo de superação de um elenco que sobreviveu ao ridículo institucional para entregar glórias ao seu torcedor.
Fonte: Folha de S.Paulo; Trivela.



