O Conselho Deliberativo do São Paulo rejeitou o balanço financeiro de 2025, que registrou superávit de R$ 56 milhões. A votação resultou em 194 votos contra, 34 a favor, quatro abstenções e 20 ausências, em reunião realizada na noite de quarta-feira. O principal motivo foi a ausência de comprovação para saques realizados pelo ex-presidente Julio Casares, que renunciou no início do ano após processo de impeachment.
O relatório, auditado externamente, identificou saques de R$ 11 milhões feitos por Casares ao longo da temporada. Desses, apenas R$ 4 milhões foram justificados; os restantes R$ 6.953 milhões, classificados como despesas promocionais, carecem de documentação ou explicação. A auditoria destacou explicitamente a falta desses comprovantes, o que pesou na decisão.
Durante a assembleia, o diretor executivo financeiro Sérgio Pimenta enfrentou questionamentos intensos sobre os saques. Uma corrente no Conselho cobra que ele deveria ter alertado previamente sobre irregularidades. A gestão atual defendeu a aprovação, argumentando prejuízos potenciais com bancos e mercado, especialmente em dívidas existentes e empréstimos futuros.
Casares, que manteve o status de conselheiro por renunciar antes da conclusão do impeachment, não compareceu para se explicar. Contatado pelo ge, ele informou que está “analisando o contexto do que ocorreu”.
Nova votação por erro técnico e possíveis sanções a Casares
Com a reprovação, a gestão pode solicitar reapresentação dos documentos faltantes para reformular o relatório. Parte do Conselho planeja pedir à Comissão de Ética a exclusão de Casares do colegiado. Se comprovada irregularidade nos saques, o clube pode acionar ressarcimento judicial.
A votação ganhou contorno extra por falha da Tafner, empresa responsável pelo sistema eletrônico: ela admitiu erro que impediu identificação dos votantes. Assim, nova apuração será realizada até a noite desta sexta-feira.
Fonte: ge.Globo.



