A crise política no Figueirense ganhou um novo capítulo na noite desta quarta-feira, durante reunião do Conselho Deliberativo. Conselheiros apresentaram e protocolaram uma carta pedindo a destituição de todos os membros do conselho da SAF do clube. O documento foi registrado em ata em um encontro marcado por tensão dentro e fora do Estádio Orlando Scarpelli, com torcedores protestando do lado de fora enquanto a reunião acontecia.
Segundo o presidente do Conselho Deliberativo, Antônio Miranda, uma nova data será marcada para que o pedido seja formalmente discutido e levado à votação. O dirigente afirmou que o resultado será respeitado tanto pelo próprio Conselho quanto pelo presidente da Associação, José Tadeu da Cruz. O estatuto do clube é citado como base para o encaminhamento: a decisão tomada em votação é soberana.
Carta não revela autoria nem número de assinaturas
Apesar de ter sido protocolada e registrada, a carta não teve divulgados nem o nome de quem a encabeçou, nem o número de assinaturas reunidas para sustentar o pedido. Ainda assim, o conteúdo do documento traz uma justificativa central: os resultados esportivos negativos desde 2021, ano em que o Figueirense passou a atuar sob o modelo de SAF.
O movimento mostra que o debate interno passou a mirar diretamente a condução do projeto empresarial do futebol do clube, colocando o conselho da SAF no centro do questionamento.
Orçamento ficou fora do debate
A reunião desta quarta-feira tinha, originalmente, uma pauta mais administrativa, com previsão de:
- prestação de contas do orçamento de 2025;
- deliberação do orçamento da temporada atual.
No entanto, esses temas não foram debatidos, diante do impacto político do pedido de destituição e do clima de pressão no entorno do estádio.
Venda para fundo britânico segue com exclusividade válida
Outro ponto relevante é que, no tema da venda da SAF para um fundo de investimentos britânico, foi mantida a validade da assinatura do período de exclusividade. Esse detalhe preserva a formalidade do estágio atual do processo.
Após a divulgação da transação, o próprio presidente do Conselho Deliberativo havia emitido uma carta solicitando a nulidade do ato, mas o pedido não foi acatado.
Com a carta de destituição em mãos e a promessa de votação em nova reunião, o Figueirense entra em um momento de definição interna: a próxima deliberação tende a indicar se o clube seguirá com o atual desenho de comando da SAF ou se haverá uma intervenção política imediata na estrutura de governança.
Fonte: ge.Globo.



