O Clube do Remo deu um passo importante para modernizar seus processos e garantir a conformidade de sua administração com as novas diretrizes do futebol nacional. A sede social azulina recebeu uma oficina de capacitação focada no Fair Play Financeiro, reunindo colaboradores de múltiplos departamentos para destrinchar as regras de controle econômico que estão sendo implementadas no país. A iniciativa demonstra o compromisso da agremiação em profissionalizar sua gestão e assegurar a transparência de suas operações fiscais.
O treinamento foi conduzido por Luciano Peixoto e Gabrielle Matesco, representantes da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF). A entidade foi criada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) com a missão específica de monitorar, orientar e fiscalizar a aplicação das novas regras de sustentabilidade financeira junto aos clubes brasileiros. No Remo, a atividade teve como foco principal preparar o corpo técnico para a burocracia e as exigências do novo sistema, contando com a participação de profissionais das áreas de controle interno, contabilidade, jurídico, financeiro e recursos humanos.
Adaptação do modelo europeu e desafios operacionais
Durante o encontro, os representantes da ANRESF apresentaram o funcionamento do software de controle da CBF, o cronograma de transição e os principais gargalos operacionais que os clubes precisam superar para cumprir as metas fiscais. O diretor de planejamento e gestão do Remo, Valber Motta, que representou o presidente Antônio Carlos Teixeira na atividade, acompanhou de perto os trabalhos. A capacitação permitiu que os colaboradores azulinos tirassem dúvidas práticas e debatessem os impactos diretos que o controle de gastos trará para o cotidiano do departamento de futebol.

Segundo a gerência técnica da ANRESF, o arcabouço regulatório brasileiro foi inspirado nas regras consolidadas da UEFA e das principais ligas europeias. Contudo, o modelo precisou passar por um processo de adaptação para se adequar às particularidades e à realidade econômica do futebol nacional. O objetivo central dessa transição é promover um ambiente de negócios mais sustentável, equilibrado e organizado para as agremiações do país, evitando o endividamento descontrolado e garantindo a saúde financeira do setor a longo prazo.
Planejamento estratégico e blindagem contra sanções
Com a conclusão da oficina, o departamento administrativo do Remo planeja estruturar as próximas etapas de seu fluxo de caixa e a elaboração de relatórios fiscais periódicos. A adequação rigorosa às exigências da CBF é tratada como prioridade pela diretoria para blindar a instituição contra futuras sanções esportivas ou financeiras, que podem incluir desde advertências e multas até restrições no registro de novos atletas em janelas de transferências.
A busca por conformidade fiscal reflete uma mudança de postura na gestão do clube paraense. Ao capacitar seus funcionários de diferentes setores, o Remo se antecipa às fases mais rígidas de implementação do Fair Play Financeiro no Brasil. A expectativa é que a consolidação desses novos processos internos não apenas proteja o clube de punições administrativas, mas também aumente sua credibilidade no mercado, facilitando a atração de novos patrocinadores e parceiros comerciais.
Fonte: ge.Globo; Clube do Remo.



