A segunda divisão do futebol inglês aprovou uma reforma significativa em seu sistema de controle financeiro. A Championship substituirá o atual modelo de rentabilidade e sustentabilidade (PSR) por um sistema baseado na proporção de custos de elenco (SCR), que entra em vigor a partir da próxima temporada. A mudança foi aprovada por 20 votos a 4 entre os clubes da divisão, resultado mais expressivo do que a votação preliminar realizada no mês anterior, quando apenas 15 equipes se manifestavam favoráveis, conforme apuração do The Athletic.
O novo modelo estabelece um teto de 85% da receita para despesas com salários, amortizações de transferências e comissões de agentes. Diferentemente do sistema anterior, que desde 2017 limitava perdas acumuladas a 39 milhões de libras em três temporadas e calculava os resultados retroativamente ao fim de cada ciclo, o SCR monitora os gastos em tempo real em relação à receita do clube. O formato já é adotado pela Uefa desde 2022 e pela Premier League na temporada atual. O antigo PSR havia resultado em punições com dedução de pontos para clubes como Birmingham City, Derby County, Leicester City, Reading e Sheffield Wednesday por descumprimento dos limites.
As diferenças para a Premier League e o impacto nas divisões inferiores
Há uma distinção importante em relação ao modelo aplicado na elite inglesa. Na Championship, os proprietários dos clubes poderão injetar até 33 milhões de libras em três temporadas, com limite de 15 milhões de libras por ano em aportes, para cobrir gastos acima do teto estabelecido. A medida oferece uma flexibilidade adicional para investidores que desejam impulsionar seus clubes, mas dentro de parâmetros controlados.
A reforma também alcança as divisões inferiores do futebol inglês. Na League One, equivalente à terceira divisão nacional, o teto salarial caiu de 60% para 50% da receita, apertando ainda mais o controle financeiro sobre os clubes. Já a League Two, quarta divisão, manterá o modelo anterior, sem alterações no curto prazo. A mudança na Championship representa um movimento de alinhamento com as práticas adotadas pelas principais ligas europeias, sinalizando que o futebol inglês segue avançando na direção de um monitoramento financeiro mais dinâmico e preventivo em detrimento dos modelos punitivos retrospectivos.
Fonte: Sport Insider.



