A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) analisa um projeto para transformar em árbitros os ex-jogadores que não conseguiram dar prosseguimento às suas carreiras. O vice-presidente da entidade, Ricardo Gluck Paul, revelou em entrevista ao ge o planejamento: identificar atletas jovens, que deixaram ou pretendem deixar o futebol, e oferecer uma nova oportunidade. “Muitos atletas que jogam bola não vão virar profissionais. Eles vão ficar pelo meio do caminho. Esse cara fica desolado, não pintou um contrato. Nossa ideia é falar: ‘Vamos ser árbitros?’. Quem jogou futebol tem uma visão totalmente diferente e melhor”, explicou.
O plano prevê a aplicação de diversos testes com os potenciais candidatos para, a partir de então, montar um grupo pioneiro de ex-atletas. A CBF, inclusive, arcaria com os custos de formação. O objetivo é que, no futuro, os escolhidos componham a elite da arbitragem brasileira. “Nossa ideia é fazer uma seleção, com testes físicos, psicotécnicos, de vista, selecionar 30 ou 40 caras. Nós vamos formar esses árbitros, pagar o curso de arbitragem e fortalecer esse processo junto à comissão nacional. Nos próximos dois anos, vamos nos servir dessa elite que formarmos agora, de árbitros-atletas”, afirmou Gluck Paul.
Almejando uma transformação na arbitragem brasileira, a entidade também iniciou, no início deste ano, o processo de profissionalização da categoria no país. Um grupo de 20 árbitros principais, 40 assistentes e 12 árbitros de VAR foi contemplado com contrato de um ano. Assim, os jogos da Série A do Brasileirão passaram a ser apitados por profissionais de dedicação exclusiva. O projeto de transformar jovens atletas em árbitros soma-se a essa iniciativa, buscando aproveitar a visão de jogo de quem viveu o futebol de perto e oferecer um novo caminho profissional para aqueles que não conseguiram se firmar como atletas, ao mesmo tempo em que fortalece a arbitragem brasileira com novos talentos formados pela própria CBF.
Fonte: Lance.



