Um cartão amarelo recebido pelo meia argentino Lucho Acosta, do Fluminense, na partida contra o Bragantino no último dia 17, no Maracanã, pela 19ª rodada do Brasileirão, acendeu o alerta de manipulação em casas de apostas e levou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a abrir uma investigação. O lance ocorreu aos 47 minutos do segundo tempo, no início de uma confusão generalizada que interrompeu o jogo por cinco minutos. Na súmula, o árbitro Davi de Oliveira Lacerda registrou que Acosta levou o amarelo por “atuar de maneira a mostrar desrespeito ao jogo, por empurrar seu adversário de maneira temerária fora da disputa de bola”. O tumulto terminou com saldo de três cartões amarelos e dois vermelhos.
O alerta partiu da casa de apostas Stake, que identificou um volume anormal de entradas na punição para Acosta naquela partida. A empresa comunicou imediatamente a Sportradar, contratada pela Fifa para monitorar o Brasileirão, que repassou o caso à CBF. O Fluminense informou que tomou conhecimento da notificação de forma sigilosa na última semana e assegurou que o jogador nega qualquer envolvimento em irregularidades. “O Fluminense FC recebeu notificação sigilosa da CBF sobre o fato e informa que está à disposição para colaborar com os órgãos competentes. O atleta negou participação em qualquer tipo de irregularidade”, afirmou a diretoria tricolor em nota.
O contexto do lance e o andamento das investigações
No momento da confusão, o Bragantino vencia por 1 a 0, mas o Fluminense chegou ao empate aos 58 minutos do segundo tempo, com gol de Ignácio. Acosta, de 32 anos, revidou um empurrão em Gustavo Marques durante o tumulto, o que gerou o cartão amarelo. No Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o argentino chegou a ser julgado pela confusão, mas foi absolvido ao lado de Freytes, também envolvido no conflito. Já John Kennedy pegou gancho de dois jogos.
A investigação da CBF agora busca esclarecer se houve participação do jogador ou de terceiros no volume anormal de apostas registrado. O Fluminense se colocou à disposição para colaborar com as autoridades, enquanto Acosta nega qualquer envolvimento. O caso acende um alerta no futebol brasileiro sobre a vulnerabilidade de lances específicos — como cartões — a movimentações suspeitas no mercado de apostas, que são monitoradas em tempo real por empresas especializadas contratadas pela Fifa.
Fonte: ge.Globo.



