A SAF do Capital deu mais um passo em seu processo de profissionalização ao implantar um conselho consultivo com foco na modernização da governança corporativa e no aprimoramento da gestão do futebol e de seus projetos. A nova estrutura reúne nove integrantes de diferentes áreas e passa a atuar como órgão de apoio à diretoria, com função de orientar decisões e propor ações estratégicas voltadas ao crescimento do clube.
A iniciativa foi liderada pelo presidente da SAF, Godofredo Gonçalves, que definiu a formação do colegiado como parte de um movimento mais amplo de organização institucional. A proposta é incorporar ao dia a dia da gestão experiências empresariais, jurídicas, tecnológicas e inovadoras que possam dar mais consistência ao planejamento do Capital, especialmente na busca por metas de alcance nacional.
Segundo o dirigente, o conselho nasce para agregar conhecimento técnico e visão estratégica ao futebol do Distrito Federal, com um objetivo de longo prazo: colocar o Capital entre os clubes das principais divisões do futebol brasileiro.
Estrutura terá mandato de três anos e foco em decisões estratégicas
O novo conselho consultivo terá mandato de três anos, com possibilidade de recondução por mais três. O modelo segue uma linha semelhante à adotada por clubes como São Paulo, América-MG, Fluminense e Paraná Clube, tomando como referência estruturas consultivas já utilizadas por outras instituições do futebol brasileiro.
A função do colegiado não será executiva. Os membros atuarão de forma consultiva, auxiliando a diretoria na tomada de decisões e na construção de ações estratégicas. Entre os objetivos citados para essa nova etapa está a captação de recursos, aproximando o clube do mercado e de possíveis investidores, além do fortalecimento institucional da SAF.
A posse dos integrantes ocorre nesta semana, com início imediato dos trabalhos.
Nove nomes compõem o colegiado de apoio à diretoria
O conselho foi formado por nomes com atuação em áreas diversas, como direito, tecnologia, comunicação, inovação, compliance e gestão pública. A ideia da SAF é justamente reunir competências complementares para ampliar a capacidade de análise e suporte estratégico da administração.
Os integrantes anunciados são:
- Antônio Carlos de Almeida Castro (Kakay) – advogado criminalista
- Edmar Veloso – advogado e engenheiro agrônomo
- Marcelo Pontes – executivo em tecnologia
- Dawison Barcelos – advogado e especialista em compras públicas
- Rafael Candelot – empresário no ramo de tecnologia e inovação
- Bruno Fischgold – advogado constitucionalista
- Marcone Gonçalves – gestor de comunicação estratégica
- Thiago Turbay – advogado e especialista em compliance e gestão
- Marcelo Turbay – advogado especialista em Poder Legislativo e Direito Esportivo
A presença de perfis com forte formação jurídica e empresarial reforça a intenção do Capital de estruturar sua governança de forma mais técnica, com atenção especial à segurança institucional e à construção de um ambiente mais preparado para o crescimento sustentável.
Mudança administrativa ocorre em meio a desafios esportivos da temporada
A criação do conselho consultivo acontece em um momento em que o Capital também tenta reorganizar seu caminho esportivo. O clube, que foi vice-campeão do Distrito Federal em 2024 e em 2025, foi eliminado na primeira fase do Candangão e na terceira fase da Copa do Brasil.
Agora, a equipe segue preparação sob o comando do técnico Luizinho Vieira para a estreia na Copa Centro-Oeste, prevista para a última semana do mês, e para o início da Série D do Campeonato Brasileiro, em abril.
Nesse contexto, a reformulação administrativa aparece como uma tentativa de dar mais sustentação ao projeto esportivo e de criar uma base institucional mais robusta para o futuro do clube.
Capital mira modernização e aproximação com o mercado
A implantação do conselho sinaliza que a SAF do Capital quer ir além da gestão tradicional de futebol. O discurso adotado pela diretoria indica preocupação com governança, planejamento, atração de recursos e conexão com o mercado, pontos que se tornaram centrais nos projetos de clubes que buscam crescimento competitivo de médio e longo prazo.
Mais do que apenas um ajuste no organograma, a medida é apresentada como um movimento para dar densidade técnica às decisões e preparar o Capital para um projeto mais ambicioso dentro do futebol brasileiro.
Fonte: Esportes Brasília; Correio Braziliense.



