A Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Atlético Mineiro estruturou um Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC) para captar até R$ 90 milhões via Oferta Pública Primária de cotas, operação concluída nesta semana com foco na reorganização do fluxo de caixa. Foram emitidas 90 mil cotas, cada uma com valor nominal de R$ 1 mil, exclusivas para investidores profissionais com aportes mínimos de R$ 10 milhões, escolhida pela taxa de mercado mais competitiva.
A iniciativa, coordenada pela Galapagos Capital e administrada pela Inter Distribuidora (do Inter&Co), foi registrada na Comissão de Valores Mobiliários na segunda-feira (8) e finalizada na terça (9). Lembra-se que, em 2024, o clube pioneiro captou R$ 60 milhões com debêntures — primeira do futebol brasileiro —, destinados ao reperfilamento de dívidas.
Essa captação reforça o compromisso com a profissionalização, otimizando recursos para desafios esportivos e operacionais.
Pedro Daniel assume como CEO
Na quarta-feira (10), o Atlético anunciou Pedro Daniel como novo CEO da SAF, substituindo Bruno Muzzi (2022-2025). Com quase 20 anos na indústria do futebol, o executivo atuou majoritariamente em consultoria, liderando reestruturações financeiras e planejamentos estratégicos para clubes da Série A, além de projetos com investidores estrangeiros no Brasil.
Daniel foi chave na implementação do Fair Play Financeiro pela CBF, na criação da Lei do Profut (refinanciamento de dívidas fiscais em 2015) e na Lei das SAFs. “Sou um profissional do setor do futebol, especificamente. Trabalho há quase duas décadas nessa indústria, quase sempre prestando consultoria, trabalhando com quase todos os clubes da Série A, principalmente. Vários projetos fora, de investidores que entravam no Brasil, de reestruturações, planejamentos estratégicos”, explicou.
Sua entrada alinha expertise regulatória e financeira ao momento de consolidação do Galo.
Fonte: Diário do Comércio.



