O Atlético deve receber um novo investimento milionário de seus acionistas ainda no primeiro trimestre de 2026. A confirmação foi feita pelo CEO da SAF do clube, Pedro Daniel, que detalhou a previsão de um aporte de R$ 500 milhões destinado a ajustar a saúde financeira da instituição.
O objetivo central desse montante não é a contratação imediata de reforços para o elenco, mas sim o combate às chamadas dívidas onerosas. Segundo a gestão, o clube separa seus débitos entre “dívidas saudáveis”, ligadas a investimentos naturais, e dívidas bancárias, que possuem taxas de juros consideráveis. É justamente esse passivo bancário que a diretoria pretende atacar para evitar que o custo financeiro continue drenando recursos que deveriam ser aplicados no departamento de futebol.
O impacto dos juros no futebol e a estrutura da Galo Holding
A necessidade do aporte se justifica pelo peso que os encargos financeiros tiveram no balanço recente. Apenas no ano passado, o Atlético desembolsou mais de R$ 150 milhões em despesas financeiras — um capital que, conforme destacado pelo CEO, deixou de ser investido diretamente no esporte para quitar juros. Com o novo aporte, a expectativa é que essa pressão sobre o caixa diminua nos próximos meses.
O investimento deve ser liderado pela família Menin (Rubens e Rafael Menin), que detém a maior fatia da SAF. A estrutura atual da SAF foi consolidada em 2023, quando o grupo de investidores, denominado 4R’s (além dos Menin, o grupo era composto por Ricardo Guimarães e Renato Salvador), adquiriu 75% das ações por R$ 913 milhões.
Atualmente, o Atlético lida com uma dívida bilionária que engloba pendências com outros clubes, jogadores e agentes, além dos custos remanescentes da construção da Arena MRV, inaugurada em 2023. O novo aporte de R$ 500 milhões é visto como um passo estratégico para garantir que o clube tenha maior fôlego administrativo e reduza a dependência de empréstimos bancários de alto custo.
Fonte: Rede 98.



