A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) oficializou, nesta terça-feira (9), uma mudança estratégica em sua estrutura técnica com a nomeação de Sandro Meira Ricci para a presidência da Comissão de Arbitragem. O ex-árbitro substitui Rodrigo Cintra, que ocupava o cargo desde fevereiro de 2025 e foi um dos articuladores da implementação do processo de profissionalização da categoria no Brasil, iniciado no início deste ano. A entidade garantiu que as atividades da comissão seguirão normalmente durante o período de transição, sem impactos no andamento das competições nacionais.
Sandro Meira Ricci chega ao posto com um currículo que combina vasta experiência de campo e gestão internacional. Nos últimos anos, ele atuou como gerente de árbitros na Professional Referee Organization (PRO), organização responsável pela arbitragem da Major League Soccer (MLS), nos Estados Unidos. Antes de migrar para a gestão e para o comentário esportivo em 2019, Ricci consolidou uma das carreiras mais respeitadas da última década, representando o Brasil em duas edições da Copa do Mundo (2014 e 2018).
Legado de profissionalização e histórico de trocas na gestão
A saída de Rodrigo Cintra encerra um ciclo marcado por avanços significativos na liderança da arbitragem brasileira. Durante sua gestão, Cintra não apenas coordenou o projeto de profissionalização, como também atuou diretamente na preparação técnica da Seleção Brasileira, ministrando palestras sobre as regras da Fifa para a comissão técnica liderada por Carlo Ancelotti visando a Copa do Mundo de 2026. Em nota oficial, a CBF agradeceu ao dirigente pelo empenho e pela liderança demonstrados no período.
A nomeação de Ricci reflete a busca da CBF por referências globais de excelência, trazendo um profissional com vivência no modelo norte-americano de arbitragem. O mineiro de Poços de Caldas torna-se o quarto nome a chefiar o setor desde 2020, sucedendo Leonardo Gaciba (2019 a 2021), Wilson Seneme (2022 a 2025) e o próprio Rodrigo Cintra (2025 a 2026). O desafio do novo presidente será dar continuidade aos avanços estruturais recentes, mantendo o foco na modernização e na uniformidade de critérios exigidos pelo futebol contemporâneo.



