Um grupo de conselheiros e associados do Sport Club Corinthians Paulista formalizou um novo pedido de destituição do presidente Osmar Stabile junto ao Conselho Deliberativo. O requerimento fundamenta-se em supostas violações estatutárias e legais, com foco principal em irregularidades na contratação de serviços de segurança. Os autores da peça solicitam o afastamento imediato do mandatário, alegando indícios de gestão temerária e falta de transparência em operações financeiras recentes.
O ponto central do questionamento envolve a empresa Mega, vinculada a Fernando José da Silva, conhecido como Nandão, que exerce a função de gerente operacional no clube. De acordo com o documento protocolado, a contratação teria ocorrido sem a existência de um contrato formal e sem a necessária aprovação prévia do Conselho de Orientação (Cori). O grupo de conselheiros aponta que foram emitidas três notas fiscais em favor da empresa, totalizando um montante de R$ 676 mil. O pedido destaca ainda uma contradição administrativa: embora a presidência tenha declarado publicamente que Nandão não possuía vínculo funcional com a instituição, o profissional mantém suas atividades regulares no Parque São Jorge.
Irregularidades em segurança pessoal e garantias patrimoniais
Além do caso envolvendo a empresa Mega, o pedido de impeachment detalha pagamentos realizados à Bear Security Ltda., empresa que seria responsável pela segurança pessoal de Osmar Stabile. Os registros indicam que o Corinthians desembolsou aproximadamente R$ 586 mil para a companhia, que foi constituída em janeiro de 2025 e passou a emitir notas fiscais para o clube somente após o início da atual gestão presidencial. Para os signatários do documento, essas contratações evidenciam ausência de concorrência e possíveis conflitos de interesse que ferem as normas internas de fiscalização.
Este é o segundo processo de impedimento enfrentado por Stabile em 2026. Em abril, um primeiro requerimento já havia sido apresentado, baseando-se em supostas violações ao Estatuto Social relacionadas a um acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Naquela ocasião, o questionamento girava em torno da utilização do Parque São Jorge — sede social avaliada em R$ 602,2 milhões — como garantia para a regularização de uma dívida tributária estimada em R$ 1,2 bilhão. Diante dos novos fatos, os conselheiros solicitam que o Ministério Público de São Paulo seja comunicado e que uma auditoria independente seja realizada para apurar todos os pagamentos efetuados sem a devida formalização contratual.
Fonte: ge.Globo.



