O RWDM Brussels, clube belga pertencente à rede multiclubes Eagle Football, anunciou oficialmente que não obteve a licença necessária para disputar a Challenger Pro League (segunda divisão do futebol profissional belga) na temporada 2026/2027. Com a decisão das autoridades reguladoras locais, o clube de Bruxelas será obrigado a abandonar o futebol profissional, sendo rebaixado para a D1 ACFF (Associação dos Clubes Francófonos de Futebol), competição amadora que equivale ao terceiro escalão do futebol do país.
A confirmação do rebaixamento administrativo ocorre após semanas de negociações intensas conduzidas pela diretoria da equipe na tentativa de formalizar parcerias com novos investidores. O objetivo era viabilizar uma reestruturação financeira rápida capaz de preencher os rígidos requisitos de licenciamento impostos pela comissão da federação belga. As tratativas se estenderam até as últimas horas do prazo regulamentar, mas a complexidade dos trâmites jurídicos e o tempo escasso impediram que os acordos de aporte financeiro fossem assinados.
Processo de venda e reestruturação administrativa em meio à crise
A desclassificação do RWDM Brussels ocorre em um período de instabilidade estrutural dentro da rede multiclubes, que também abrange o Botafogo e o Lyon. Atualmente, a holding proprietária lida com os efeitos do litígio entre o grupo Ares e o empresário norte-americano John Textor. Após a administradora judicial Cork Gully LLP assumir a gestão da holding, a Ares colocou o clube belga à venda no mercado de ativos esportivos na tentativa de sanar pendências e recuperar capitais.
Desportivamente, o clube já havia enfrentado dificuldades na última edição da Challenger Pro League, terminando a competição na décima terceira colocação. Embora o rebaixamento técnico em campo tenha sido anulado pela Autoridade Belga de Competições devido à blindagem regulamentar conferida às equipes sub-23 que terminaram abaixo dele, a crise financeira acabou definindo o descenso por vias administrativas. Apesar da perda do status profissional, a obtenção da licença básica para competir na D1 ACFF afasta o risco imediato de falência e encerramento das atividades do RWDM Brussels, que continuará ativo enquanto busca redefinir as próximas etapas de sua reestruturação societária e de governança.
Nota oficial do RWDM Brussels:
“Rebaixado para a Primeira Divisão da ACFF, o RWDM continua seu processo de aquisição
O RWDM não obteve a licença necessária para jogar na Primeira Divisão B da Bélgica na próxima temporada. Essa decisão o força a deixar o futebol profissional. Esse resultado é um duro golpe para o clube, sua equipe, parceiros e torcedores.
Durante várias semanas, a diretoria e todas as partes interessadas fizeram todo o possível para finalizar uma aquisição que atendesse aos requisitos de licenciamento. Conversas foram realizadas com diversos investidores até o último minuto.
Infelizmente, a complexidade do caso e os prazos impostos impediram que os acordos fossem finalizados a tempo. A diretoria do RWDM gostaria de agradecer ao Comitê de Licenciamento por apoiar o clube em seus esforços para explorar soluções que garantissem sua continuidade até o último momento.
O RWDM, no entanto, obteve sua licença para a Primeira Divisão da ACFF. O clube, portanto, continua a existir e, dadas as circunstâncias, isso é certamente o mais importante.
O clube expressa sua mais profunda gratidão aos seus torcedores. Durante meses, em meio à incerteza e à tensão, vocês nunca abandonaram o RWDM. E o anúncio de hoje é, sem dúvida, mais um golpe. Mas saibam que isso não significa o fim do RWDM. O clube ainda está vivo, ainda de pé. A luta continua.
O RWDM se pronunciará novamente assim que as próximas etapas de sua aquisição e reestruturação forem formalmente finalizadas.”



