O Clube do Remo divulgou na tarde desta sexta-feira (22) o balanço financeiro referente ao exercício de 2025. Com a publicação, o clube paraense regularizou sua situação perante a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), órgão vinculado à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O Leão havia sido notificado previamente devido a pendências na prestação de contas do ano anterior, em um movimento de fiscalização que também atingiu outras dez equipes do futebol brasileiro, incluindo agremiações de grande porte como Palmeiras, Vasco da Gama, Fluminense e Botafogo.
As notificações emitidas pela ANRESF não são classificadas como infrações de caráter grave, mas fazem parte de um esforço estruturado para adequar os clubes às novas exigências de transparência do Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF), que serve como base para o modelo de Fair Play Financeiro nacional. Em nota complementar que acompanha o balanço, a diretoria do Remo apresentou um detalhamento de sua evolução patrimonial e administrativa ao longo dos últimos quatro anos, destacando um salto de 289% nas receitas globais entre 2022 e 2025. Esse forte avanço financeiro é diretamente associado ao desempenho esportivo em campo, impulsionado pelos acessos consecutivos da Série C até a elite do Campeonato Brasileiro.
Evolução patrimonial e fortalecimento dos indicadores de liquidez
Os demonstrativos contábeis apresentados mostram que a receita bruta do Remo cresceu de R$ 21,3 milhões em 2022 para R$ 82,9 milhões ao término de 2025. O patrimônio líquido acompanhou a tendência positiva, expandindo de R$ 157 milhões para R$ 282 milhões no mesmo período. Apenas no último exercício, correspondente a 2025, o patrimônio líquido registrou uma alta de 102,9%, impulsionado por processos de reavaliação patrimonial e pela reestruturação interna do capital. O volume total de ativos da agremiação atingiu a marca de R$ 318,4 milhões, o que representa uma evolução de 90,9% em comparação com os dados registrados em 2024.
O balanço também evidenciou avanços significativos na saúde financeira do clube no curto prazo. O caixa final do Remo teve um aumento de 13 vezes na comparação com os patamares de 2022, apresentando geração operacional positiva em três dos últimos quatro anos. Outro indicador de destaque foi a liquidez corrente — que mede a capacidade de pagamento das obrigações imediatas e de curto prazo da instituição —, cujo índice praticamente dobrou ao longo do intervalo de quatro anos analisado. Os números apresentados reforçam que a transição de divisões e a chegada à Série A do Campeonato Brasileiro estruturaram o clube para consolidar uma base de capital mais robusta perante os órgãos de controle financeiro.
Fonte: O Liberal.



