O auditório da CBF, no Rio de Janeiro, recebeu nesta segunda-feira (27) a reunião inaugural do Grupo de Trabalho (GT) da Base Brasileira. O evento contou com adesão nacional, reunindo cem profissionais, entre dirigentes de clubes, federações e especialistas. A mesa de abertura foi composta pelo presidente da entidade, Samir Xaud, acompanhado pelo técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, reforçando o caráter estratégico da iniciativa para o futuro do esporte no país.
A criação deste grupo integra um conjunto de medidas de modernização da gestão atual, que já implementou reformas nos calendários, no Fair Play Financeiro e na arbitragem. Sob a coordenação de Felipe Silva e Hélder Melillo, o objetivo é formular propostas que aprimorem o modelo de formação de atletas, alinhando o Brasil a diretrizes internacionais. O foco principal é educar o talento nato do jogador brasileiro, investindo não apenas no desenvolvimento físico, mas também no preparo mental e educacional dos jovens.
Eixos temáticos e metas para a reestruturação do setor
As atividades do GT estão divididas em eixos que buscam enfrentar problemas estruturais históricos. As discussões abrangem desde a compatibilização do calendário de competições com o período escolar até a regulamentação da atuação de agentes de futebol. Além disso, a governança dos clubes formadores e a proteção jurídica e institucional dos atletas são prioridades para garantir a sustentabilidade de quem investe na base. O futebol feminino também possui centralidade no projeto, com o objetivo de fomentar e estruturar a modalidade em todas as regiões do país.
O trabalho será conduzido de forma coletiva durante os próximos 90 dias, prazo estabelecido para a entrega do relatório final à presidência da CBF. O cronograma prevê encontros periódicos com a participação de ex-jogadores campeões mundiais, como Branco e Edmilson, além de consultores internacionais de clubes como Sporting de Lisboa e da Federação Portuguesa de Futebol. A expectativa é que, por meio do diálogo entre todos os setores do ecossistema esportivo, seja possível criar um legado de proteção ao jovem atleta e de retenção de talentos no futebol nacional.
Fonte: CBF.



