O FC Pantanal segue ampliando seu projeto esportivo em Mato Grosso do Sul com uma meta clara de longo prazo: disputar a Série B do Campeonato Brasileiro em 2030. O plano foi detalhado pelo diretor de Marketing, Comercial e Inovação do clube, Rodrigo Perez, que apresentou um modelo baseado em crescimento escalonado, investimento em estrutura, fortalecimento das categorias de base e organização financeira.
Criado por empresários locais, o clube vem construindo sua trajetória de forma rápida dentro do futebol sul-mato-grossense. Em pouco tempo, o Pantanal saiu da Série B do Estadual para a Série A, alcançou semifinal estadual na temporada passada e, neste ano, já disputou a Copa do Brasil. A sequência de avanços é tratada pelo clube como sinal de que o projeto está conseguindo transformar planejamento em presença competitiva.
Um dos principais pilares apresentados pelo FC Pantanal é o compromisso com um modelo de gestão sem passivos. Segundo Rodrigo Perez, o clube se organiza a partir de uma estrutura com governança, investimento forte e perfil mais jovem e inovador.
A proposta da SAF, nesse contexto, é sustentar o crescimento sem repetir práticas que historicamente fragilizaram projetos esportivos. O discurso da direção aponta para uma operação que busca equilíbrio entre expansão e responsabilidade financeira, tratando a solidez administrativa como base para qualquer salto competitivo nos próximos anos.
Outro ponto destacado foi a utilização de incentivo fiscal como ferramenta de captação de recursos. De acordo com Perez, o clube já tem R$ 13 milhões aprovados no Governo Federal, permitindo que empresas e pessoas físicas destinem parte do imposto de renda para a SAF. Esse mecanismo aparece como uma peça importante no financiamento do projeto.
Projeto vai além do profissional e inclui base, feminino e ação social
A estrutura desenhada pelo FC Pantanal não se limita ao time principal. O clube mantém categorias de base e também uma equipe feminina, que tem estreia marcada para o dia 21 de março na Série A3 do Campeonato Brasileiro.
Além da frente esportiva, o projeto também incorpora uma proposta social voltada à criação de polos esportivos no estado. A meta é desenvolver 10 polos e atender cerca de 1.200 pessoas em situação de vulnerabilidade, com reserva de 10% a 15% das vagas para crianças.
Esse desenho reforça a tentativa de posicionar o FC Pantanal não apenas como um time em ascensão, mas como uma estrutura esportiva com impacto mais amplo, conectando formação, inclusão e presença regional.
Meta para 2030 combina estrutura, marketing e organização profissional
O objetivo de chegar à Série B em 2030 é tratado como resultado de um planejamento esportivo e financeiro de longo prazo. Segundo Rodrigo Perez, o clube trabalha para atingir esse patamar apoiado em três frentes centrais: estrutura, marketing e organização profissional.
A leitura interna é de que o futebol sul-mato-grossense atravessa um momento de transformação, impulsionado por novos investimentos e projetos. Ao mesmo tempo, Perez observa que o estado ainda convive com uma carência histórica no setor, marcada por estádios vazios e pouco investimento.
Dentro desse cenário, o FC Pantanal tenta ocupar espaço como um dos projetos mais organizados da nova fase do futebol local. A expectativa é de que o primeiro clube do estado a se consolidar em competições nacionais consiga concentrar apoio popular e criar uma base mais forte de torcida. Na visão do dirigente, quem conseguir se firmar bem na Série C terá capacidade de mobilizar uma praça relevante, em uma região com quase um milhão de habitantes em busca de protagonismo no futebol.
Pantanal tenta transformar crescimento recente em projeto sustentável
O que o FC Pantanal apresenta é um plano de expansão que procura ligar resultado esportivo, sustentabilidade financeira e desenvolvimento estrutural. A ascensão no cenário estadual, a presença na Copa do Brasil, o investimento na base, o fortalecimento do feminino e a proposta de polos sociais formam um pacote que busca dar identidade própria ao clube.
Mais do que projetar a Série B como meta simbólica, o Pantanal tenta construir um caminho que sustente esse salto. O desafio agora será manter consistência esportiva, preservar o modelo de governança defendido pela direção e transformar investimento em competitividade duradoura.
Fonte: Campo Grande News.



