A Confederação Brasileira de Futebol definiu os parceiros de mídia responsáveis pelas transmissões das Séries C e D do Campeonato Brasileiro em 2026 e desenhou uma estratégia de exibição que busca ampliar o alcance das competições em diferentes plataformas. O novo arranjo envolve televisão aberta, canais digitais e streaming, com divisão dos direitos entre Band, SportyNet, Metrópoles e Canal do Benja.
A distribuição foi pensada para aumentar a presença das duas divisões no ambiente multiplataforma e atender públicos de diferentes regiões do país. Na Série C, os direitos serão compartilhados por Band, SportyNet e Canal do Benja. Já a Série D terá transmissões da Band e do Metrópoles, por meio da vertical esportiva do grupo.
Série C mantém formato atual em 2026 e terá ampla oferta de jogos
A temporada de 2026 será a 36ª edição da Série C e também a última com o atual formato de 20 participantes. A partir de 2027, a competição passará a contar com 24 clubes. Neste ano, o regulamento segue inalterado: a primeira fase será disputada em turno único, com 19 rodadas, e os oito melhores colocados avançam ao mata-mata, que será jogado em confrontos de ida e volta até a decisão.
No acesso e no descenso, a lógica também permanece. Os quatro semifinalistas sobem para a Série B, enquanto os dois últimos colocados da fase inicial serão rebaixados para a Série D.
Na televisão aberta, a Band exibirá jogos com foco regional, priorizando o interior de São Paulo e estados das regiões Norte e Nordeste. A emissora prevê a exibição de duas partidas por rodada, em geral aos sábados à tarde, com produção das equipes esportivas da Band Campinas e da Band Bahia, além do apoio de afiliadas.
No ambiente digital, a SportyNet será a plataforma com maior volume de transmissões. A empresa exibirá 236 partidas ao longo da competição, divididas entre seus canais no YouTube e na TV por assinatura, com possibilidade de até oito confrontos por rodada na fase inicial.
Outra frente de cobertura será o Canal do Benja, projeto comandado por Benjamin Back, que transmitirá duas partidas exclusivas por rodada no YouTube. O canal reúne narradores e comentaristas com trajetória no futebol, entre eles Christian Corrêa Dionísio, Giovani Silva de Oliveira e Michel Bastos.
Série D cresce em formato e terá cobertura massiva no digital
A Série D chega a 2026 com um formato mais amplo. A competição passa a ter 96 clubes, distribuídos em 16 grupos com seis equipes cada. O regulamento prevê acesso direto à Série C para os quatro semifinalistas, enquanto os clubes eliminados nas quartas de final disputarão uma repescagem que oferecerá as duas últimas vagas na divisão superior.
Com representantes de todos os estados do país, a Série D segue como a competição de maior capilaridade no futebol nacional. A final está marcada para 13 de setembro.
No digital, o Metrópoles continuará como principal plataforma online do torneio. O portal vai transmitir 306 partidas ao vivo e gratuitamente em seu canal no YouTube, com início das exibições em abril. A programação prevê cerca de 20 jogos por rodada durante a fase inicial e também nos confrontos eliminatórios. A partir da terceira fase, o veículo terá exclusividade na exibição dos duelos.
Na televisão aberta, a Band mostrará uma partida por rodada, com atenção especial a mercados regionais considerados estratégicos pela emissora. A proposta é reforçar a presença da competição em praças onde o futebol fora do eixo das principais divisões nacionais tem forte tradição e mobilização.
Estratégia busca ampliar alcance e fortalecer divisões nacionais
A nova configuração de mídia indica uma tentativa clara de dar mais visibilidade a torneios que movimentam clubes de diferentes portes e regiões do país. Ao combinar sinal aberto, canais digitais e transmissões gratuitas em plataformas online, a organização amplia o potencial de alcance das competições e cria novas possibilidades de consumo para o torcedor.
No caso da Série C, isso se traduz em uma cobertura pulverizada entre TV aberta, YouTube e TV por assinatura. Na Série D, o modelo aposta no grande volume de jogos ao vivo no ambiente digital, sem abrir mão de uma vitrine semanal em televisão aberta. O desenho também reforça a importância regional dessas disputas, principalmente em estados e mercados tradicionalmente muito conectados ao futebol de acesso.
Fonte: MKT Esportivo.



