A reunião do Conselho Deliberativo do Figueirense, realizada na noite desta segunda-feira no memorial do clube, no Estádio Orlando Scarpelli, terminou com uma decisão significativa: a não homologação da atual diretoria da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Por 51 votos a 21, os conselheiros rejeitaram a aprovação da mesa diretora que está à frente do clube há cerca de seis anos.
A votação tratava da homologação da atual mesa diretora. Na prática, os nomes que compõem a gestão deveriam ter sido submetidos à aprovação do Conselho Deliberativo no momento em que assumiram, o que não ocorreu. Ao analisar o caso agora, os conselheiros decidiram pela não homologação.
O comitê gestor da SAF é formado por:
- Paulo Prisco Paraíso — presidente
- José Carlos Lages — vice-presidente
- Rafael Franzoni — diretor executivo
A expectativa é de que na manhã desta terça-feira, o presidente do Conselho Deliberativo, Antônio Miranda, se reúna com o presidente da Associação do Figueirense, José Tadeu da Cruz, para dar início ao processo de destituição da diretoria e à definição de novos nomes para os cargos.
Protesto de torcedores debaixo de chuva
Do lado de fora do Orlando Scarpelli, torcedores se reuniram para protestar pela saída da diretoria da SAF. Debaixo de muita chuva, levaram faixas e entoaram cantos das 19h às 22h, quando a decisão do Conselho Deliberativo foi repassada por conselheiros que deixavam as dependências do clube. A informação foi recebida com muita comemoração pelos presentes.
Negociação com Kactus Capital
O Figueirense está em processo de diligência com a Kactus Capital, grupo que negocia a compra de 90% da SAF alvinegra. A empresa atua no mercado do futebol com operações de antecipação de receitas e já realizou aportes entre R$ 15 milhões e R$ 26 milhões em clubes como Atlético-GO, Sport e Ceará.
No caso do Figueirense, a proposta prevê investimento para pagamento de dívidas e aporte no futebol. O prazo atual da negociação se encerra no próximo dia 15 de março.
Proposta alternativa de grupo de oposição
Em carta de intenção, assinada pelo ex-presidente Edson Silva, um grupo de oposição propôs igualmente a compra de 90% da SAF. O documento inclui:
- pagamento imediato da primeira parcela da Recuperação Judicial, em torno de R$ 14 milhões
- avaliação da quitação integral da RJ
- renegociação da dívida com a CLAVE/LIFT
- reestruturação completa do futebol
A informação é de que o investimento também viria com apoio de ex-presidentes e conselheiros do clube.
Fonte: ge.Globo.



