O Grêmio Esportivo Brasil atingiu uma etapa fundamental em seu processo de transição para o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Após a finalização e assinatura dos contratos entre a direção executiva do clube e os investidores do Consórcio Xavante, o Conselho Deliberativo foi formalmente convocado para analisar e apreciar os documentos que regem a mudança administrativa da instituição.
A reunião extraordinária está agendada para esta terça-feira, 3 de março, nas dependências do Estádio Bento Freitas. O encontro ocorrerá no Salão de Honras, com a primeira chamada prevista para as 19h e a segunda para as 19h30. A pauta central é a avaliação dos instrumentos contratuais que formalizam a constituição da nova empresa, cumprindo um rito obrigatório estabelecido pelo Estatuto Social do clube.
Detalhes dos instrumentos contratuais e próximos passos
Na última semana, as partes envolvidas selaram o acordo após uma série de ajustes técnicos. Três documentos são considerados os pilares dessa transição: o contrato de compra e venda, o acordo de acionistas e um instrumento complementar que detalha a estrutura societária da SAF.
Embora a aprovação pelo Conselho Deliberativo seja um marco necessário, o processo não se encerra nesta terça-feira. Caso os conselheiros deem parecer favorável, os contratos deverão ser submetidos a uma Assembleia Geral de sócios. Esta instância será a responsável pela deliberação final, dando a palavra definitiva sobre o futuro administrativo do Xavante.
Estrutura administrativa e conformidade legal
A migração para o modelo empresarial está fundamentada na Lei 14.193/2021, a legislação que regulamenta as SAFs no território brasileiro. De acordo com as normas vigentes, o clube associativo original deve preservar, no mínimo, 10% das ações da nova entidade.
No modelo proposto, a associação Grêmio Esportivo Brasil permanecerá ativa, mantendo sua própria direção executiva, Conselho Deliberativo e quadro de sócios. Por outro lado, a futura SAF contará com um Conselho de Administração específico para gerir as atividades do futebol. A governança prevê que o clube associativo indique um representante para ocupar um assento neste conselho, garantindo a integração e a fiscalização entre as duas estruturas.
Fonte: Gaúcha ZH.



