O Avaí Futebol Clube deu um passo decisivo em sua reestruturação administrativa na noite desta segunda-feira. Em assembleia-geral, os sócios do clube votaram a favor de uma reforma estatutária que flexibiliza as regras para a criação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Com a aprovação, o clube remove barreiras burocráticas que dificultavam a transição para o modelo empresarial.
O resultado da votação foi expressivo: 270 votos favoráveis contra 131 contrários. A mudança já havia passado pelo crivo do Conselho Deliberativo há duas semanas, mas dependia obrigatoriamente do aval dos associados para entrar em vigor.
O que muda nas regras de votação
A reforma altera profundamente os critérios de quórum e aprovação para futuras decisões sobre a SAF. A comparação entre o modelo anterior e o novo sistema aprovado evidencia uma busca por maior agilidade nos processos:
- Regra anterior: Exigia-se um quórum mínimo de 30% dos sócios para iniciar a assembleia, e a aprovação dependia de uma maioria qualificada de 4/5 (80%) dos votos dos presentes.
- Nova regra: Não há mais exigência de quórum mínimo para a abertura da assembleia, e as decisões serão tomadas por maioria simples (50% mais um) dos votos dos presentes.
Essa alteração transforma o processo de criação de um novo CNPJ para o futebol do clube em um rito mais direto e menos suscetível a travamentos por ausência de quórum ou exigência de consensos quase unânimes.
Próximos passos para a SAF catarinense
Com o novo estatuto, o Avaí ganha autonomia para definir o formato de sua Sociedade Anônima. Segundo Alessandro Abreu, presidente do Conselho Deliberativo, a partir de agora o clube tem o caminho livre para constituir uma SAF 100% controlada pelo próprio Avaí ou buscar a participação de investidores externos.
A decisão final sobre qual modelo seguir — e a eventual entrada de parceiros financeiros — também será pautada pelo novo critério de maioria simples, o que, na visão da diretoria, reforça o caráter democrático das decisões institucionais.
A medida é vista como um marco para o futuro do Leão da Ilha, permitindo que o clube se adapte com maior velocidade às demandas do mercado esportivo moderno e às possibilidades de investimento que o modelo de SAF oferece.
Fonte: ge.Globo.



