Os Campeonatos Estaduais entram em 2026 com uma lógica cada vez mais orientada ao mercado. Em busca de novas receitas e mais previsibilidade financeira, federações passaram a tratar os naming rights como um ativo central de seus modelos comerciais — não apenas como exposição de marca, mas como uma propriedade capaz de sustentar organização, transmissão e desenvolvimento das competições regionais.
O movimento já aparece nos números: das 27 federações estaduais (26 estados + Distrito Federal), ao menos 17 garantiram a venda dos direitos de nome da primeira divisão para a temporada de 2026.
Onde os naming rights já estão confirmados em 2026
Segundo o levantamento, as federações com acordo de naming rights para a elite estadual em 2026 são:
- Acre, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.
A leitura do mercado é clara: os Estaduais passam a ser encarados como plataformas comerciais regionais, com apelo para marcas interessadas em visibilidade local, engajamento e associação direta com o futebol.
Trocas de parceiros e quem domina o “mercado” dos Estaduais
O ciclo de 2026 também traz mudanças relevantes em relação ao ano anterior:
- Bahia: o estadual encerrou o vínculo com a Superbet e fechou com a Mansão Green, empresa que se apresenta como ecossistema ligado ao iGaming. O torneio passa a ser chamado de Baianão Mansão Green.
- Goiás: a Federação Goiana de Futebol trocou a 4play.bet por um parceiro local do varejo: a rede Novo Mundo assumiu o naming right.
- Roraima: o estadual passou a ter a Giro Agro (do agronegócio, com sede em Minas Gerais), encerrando a parceria anterior com a cooperativa de crédito Sicredi.
- São Paulo: a Federação Paulista de Futebol fechou com as Casas Bahia, que assumem o naming right do principal estadual do país a partir de 2026, substituindo a Sicredi, que esteve ligada ao Paulistão de 2019 a 2025.
Apesar de algumas entradas fora do “padrão”, o domínio dos acordos segue concentrado em dois setores:
- Dos 17 acordos confirmados, 12 são de instituições financeiras e de plataformas de apostas (sendo seis do setor bancário e seis do mercado de betting).
- A Sicredi mantém presença em quatro estaduais (Acre, Amapá, Mato Grosso e Rondônia). No Mato Grosso, divide o naming right com a varejista Martinello.
- A Superbet aparece em quatro competições: Carioca, Cearense, Gaúcho e Sergipano. Em 2025, também esteve no Capixaba, mas a continuidade para 2026 ainda não foi confirmada.
Além disso, o portfólio inclui três contratos com empresas de atacado e varejo, um ligado à área educacional e outro ao agronegócio, sinalizando uma diversificação gradual dos investidores.
Fonte: MKT Esportivo.



