John Textor, o empresário americano e maior acionista da Eagle, empresa que atualmente gerencia a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo, oficializou uma proposta para recomprar o controle da SAF. O movimento surge em um momento de dificuldades financeiras enfrentadas pela operação e visa estabilizar o fluxo de caixa do clube, afastando riscos administrativos e esportivos. A concretização da negociação depende agora da aprovação dos credores e do quadro de diretores da Eagle, que recentemente retornaram de um período de recesso.
Textor confirmou à reportagem do GLOBO a existência da proposta, assegurando que ela está integralmente financiada. Embora não tenha detalhado a origem dos recursos, o empresário informou que já realizou aportes de “vários milhões de dólares” no Botafogo nas últimas semanas e que continuará financiando a operação enquanto aguarda as aprovações formais. Pessoas envolvidas no processo, no entanto, tratam o tema com cautela, aguardando a confirmação definitiva da origem dos recursos e a manifestação oficial dos credores.
A iniciativa de Textor de recomprar a SAF do Botafogo reflete um esforço para centralizar o controle e garantir uma gestão mais direta em meio aos desafios financeiros. A necessidade de estabilizar o fluxo de caixa é um ponto crucial para a saúde do clube, e a proposta, se aprovada, pode representar um novo capítulo na administração da SAF.
O empresário, que se encontrava afastado das principais decisões da Eagle, demonstra com esta ação um comprometimento renovado com o futuro do Botafogo. A continuidade dos aportes financeiros, mesmo antes da formalização da recompra, sublinha a urgência em manter a operação do clube em funcionamento. A expectativa agora se volta para a análise da proposta pelos credores e diretores, que terão a responsabilidade de avaliar os termos e o impacto da transação para o Alvinegro.
Fonte: ge.Globo.



