A SAF Botafogo reverteu o bloqueio de vendas de ativos após acordo entre John Textor (SAF) e João Paulo Magalhães Lins (clube social). O desembargador Marcelo Almeida de Moraes Marinho deferiu pedido parcial na sexta-feira, permitindo as negociações com a comunicação prévia ao associativo.
O conflito que havia levado a Justiça do Rio de Janeiro a bloquear transferências chegou a um meio-termo. O clube social não poderá questionar valores ou bloquear qualquer tipo de negociação, mas a SAF terá de avisar todas as movimentações realizadas aos membros do associativo antes de realizá-las.
“Atento às razões expostas, ciente da necessidade da agilidade negocial e administrativa que se impõe à empresa, DEFIRO PARCIALMENTE o pedido ‘a’ para que as comunicações das transações sejam realizadas na forma do item nº 49 da petição da SAF, diretamente à associação”, diz despacho assinado pelo desembargador.
Com a decisão, o entendimento é que a SAF e o Botafogo atingiram desfecho favorável para ambas as partes juridicamente. Não há necessidade de segredo de justiça sobre as negociações, e o clube social segue sendo comunicado sobre quaisquer transações de jogadores.
A defesa do clube social, representada pelo escritório Antonelli Advogados, manifestou concordância com o pedido. “O BFR concorda com esse pedido porque o nosso único objetivo é evitar que a alegada dilapidação patrimonial se perpetue. Nosso interesse é preservar o Botafogo”, afirmou.
O acordo reflete o esforço de ambas as partes em encontrar uma solução que permita operações normais da SAF — essenciais para a competitividade do clube — mantendo a transparência e a preservação de patrimônio conforme pretensão do clube associativo.
Fonte: ge.Globo.



