O Guarani vive uma semana de definições no processo de constituição da sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF) — o modelo empresarial que separa a gestão do futebol da estrutura associativa tradicional do clube. Antes da votação da proposta apresentada pelo empresário Roberto Graziano, marcada para sexta-feira (25), o clube realizará duas reuniões de esclarecimento e alinhamento com os associados. Os encontros acontecem nesta segunda-feira (21) e na quarta-feira (23), de forma presencial, no ginásio do clube.
A votação será realizada na sexta, de maneira híbrida — presencial e online —, com primeira chamada às 15h30 e segunda chamada às 16h, e o processo de votação ficará aberto até as 20h. A decisão dos associados definirá o futuro modelo de gestão do Bugre: se o clube se tornará ou não uma SAF.
A proposta em discussão prevê investimento total de R$ 1,075 bilhão. A divisão do valor contempla R$ 400 milhões destinados à operação da SAF e do clube social, R$ 300 milhões para a construção de um novo estádio e R$ 25 milhões para um novo Centro de Treinamento, mais amplo e moderno que o atual. O valor indicado para o pagamento de dívidas e à Recuperação Judicial é de até R$ 350 milhões, com possibilidade de variação.
Pelo modelo apresentado, o Guarani ficaria com 10% da SAF, enquanto o grupo de Roberto Graziano teria os outros 90%. O plano prevê ainda a construção de aproximadamente 1.200 apartamentos no local, dentro de um empreendimento que seria desenvolvido ao longo de vários anos. O novo estádio, segundo a proposta, seria entregue entre dois e três anos após a constituição da SAF, com previsão de o CT ficar pronto antes desse período.
A proposta de Graziano já foi apresentada ao Conselho Deliberativo e avaliada por um grupo de conselheiros, que pediu esclarecimentos de vários pontos e fez sugestões. Após consulta ao seu departamento jurídico, o empresário faria ajustes na proposta — e a expectativa é de que a nova versão fosse apresentada aos associados já nesta segunda-feira, na primeira das reuniões da semana.
O calendário desenhado pelo clube concentra em poucos dias as etapas finais de um processo que envolve cifras bilionárias e mudanças profundas na estrutura do Guarani: as reuniões de esclarecimento desta semana servem para que os sócios conheçam os detalhes da proposta e tirem dúvidas diretamente com o investidor, antes de a assembleia de sexta-feira selar o destino do modelo de gestão. Se aprovada, a SAF representa uma virada na história centenária do clube de Campinas — com a entrada de um grupo empresarial no controle, a promessa de um novo estádio, um CT modernizado e o equacionamento das dívidas que hoje pesam sobre o clube. Se rejeitada, o Bugre segue no modelo associativo, mantendo a estrutura atual. A resposta virá das urnas na sexta-feira.
Fonte: ge.Globo; Hora Campinas; Band.



