A Anresf, a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol, começou a funcionar no início de 2026 para regular e fiscalizar as regras do fair play financeiro do futebol brasileiro. Convidado do Bate-Bola desta semana, o analista financeiro César Grafietti é um dos sete diretores da agência. Ele explicou os procedimentos da Anresf e falou que o custo dos elencos, apesar de ser um dos pontos mais observados quando se fala em equilíbrio financeiro no futebol, não é hoje o maior problema dos clubes brasileiros.
O diretor explicou a lógica por trás das regras de equilíbrio financeiro. Na entrevista, Grafietti também falou dos casos do São Paulo, que recebeu da agência um prazo de 45 dias para pagar uma dívida ao Novorizontino e evitar o transfer ban — a proibição de inscrever jogadores —, e do Grêmio, clube que passou a ser monitorado pela agência depois de entrar em um processo de reparcelamento de dívida.
No caso do Grêmio, o sistema de contratações fica condicionado à capacidade financeira apresentada pelo clube. “Para contratar um jogador por R$ 10 milhões, por exemplo, é necessário que tenha sido registrada uma venda de pelo menos R$ 10 milhões. A ideia é justamente essa, nós não queremos travar ninguém, nós só queremos ajudar o clube a se equilibrar”, afirmou.
Veja a entrevista na íntegra no vídeo no topo da página do Estadão.



