O Guarani adiou para o fim de setembro a votação definitiva da proposta de constituição de sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF), apresentada pelo empresário Roberto Graziano. A mudança no calendário ocorreu porque a minuta do acordo ainda precisa de ajustes relacionados à Recuperação Judicial, à legislação das SAFs e ao patrimônio do clube social. Quatro Assembleias Gerais Extraordinárias estavam inicialmente previstas entre os dias 1º e 4 de setembro. Apenas a primeira etapa foi realizada, na noite de terça-feira (1º), quando Graziano apresentou aos associados a versão atualizada da proposta e explicou as diretrizes do projeto, detalhando seus principais pilares aos presentes.
Com o novo calendário, as reuniões que fazem parte do processo de reformulação do departamento de futebol foram remarcadas para os dias 21, 23 e 25 de setembro. A expectativa é que a votação definitiva da SAF e da proposta de Graziano ocorra no dia 25. A nova versão do acordo foi preparada depois de reuniões entre os representantes do empresário e o Conselho Deliberativo. Na semana passada, o colegiado emitiu parecer favorável ao negócio, mas indicou itens que ainda precisam ser esclarecidos ou alterados — entre as pendências está a adequação da minuta às regras da Recuperação Judicial do Guarani e à legislação que regulamenta as sociedades anônimas do futebol. Os valores previstos na proposta, segundo as informações apresentadas, não estão mais em discussão.
O plano apresentado pelo grupo de Roberto Graziano prevê investimento total de R$ 1,075 bilhão. O maior valor individual, de R$ 400 milhões, seria destinado às operações da SAF e do clube social. A construção de um novo estádio receberia R$ 300 milhões, e outros R$ 25 milhões seriam aplicados em um novo Centro de Treinamento. A proposta também reserva até R$ 350 milhões para o pagamento do passivo incluído na Recuperação Judicial. Somados, os quatro grupos de investimentos chegam ao valor total anunciado.
Pelo acordo, o Guarani preservará 10% de participação acionária na nova empresa, enquanto o grupo investidor deterá os 90% restantes. A aprovação representaria, portanto, uma mudança no controle do futebol profissional do Guarani, com o grupo de Graziano tornando-se sócio majoritário da SAF e a associação mantendo participação minoritária. O clube ainda não informou os dias exatos das novas reuniões previstas para o fim de setembro, nem detalhou se as quatro assembleias inicialmente convocadas serão remarcadas ou se o processo de votação terá outro formato. Até a decisão dos associados, o texto do acordo continuará em análise, e a versão final deverá incorporar os ajustes jurídicos e patrimoniais apontados durante as discussões. O presidente do Guarani, Rômulo Amaro, não compareceu à assembleia e segue sem se pronunciar publicamente desde a eliminação do clube na Série C do Campeonato Brasileiro.
Fonte: Band; Diário Campineiro.



