Eliminado nas oitavas de final da Série D do Brasileirão, o Ferroviário-CE vive uma grave crise financeira e estuda romper com a sua SAF. O clube cearense fechou um acordo com a empresa Makes no ano passado, que prometeu aportes de até R$ 413,3 milhões, mas os valores não são mais esperados pela diretoria. O presidente do Ferroviário, Rodger Raniery, convocou uma Assembleia Geral para definir o futuro da relação com a SAF e analisar um rompimento de contrato. Ele não acredita que os aportes financeiros prometidos vão ser concretizados.
A proposta previa uma garantia mínima de orçamento para investimento no futebol pelos próximos 10 anos, com valores que poderiam chegar a R$ 413,3 milhões a depender do sucesso esportivo da equipe. As quantias investidas seriam distribuídas da seguinte forma: R$ 10 milhões por ano na Série D, R$ 15 milhões por ano na Série C, R$ 25 milhões por ano na Série B e R$ 50 milhões por ano na Série A.
As quantias investidas seriam distribuídas da seguinte forma:
- Cenário 1 (10 anos na Série D): R$ 113,3 milhões;
- Cenário 2 (1 ano na D e 9 anos na Série C): R$ 158,3 milhões;
- Cenário 3 (1 ano na D, 1 ano na C e 8 anos na Série B): R$ 238,3 milhões;
- Cenário 4 (1 ano na D, 1 ano na C, 1 ano na B e 7 anos na Série A): R$ 413,3 milhões.
“Está na hora de reconhecermos que o Ferroviário precisa de novo rumo, que o projeto não está dando certo. De maneira bem fria e bem tranquila, eu digo que não acredito mais no projeto. Projeto que confiei e defendi durante a campanha. Não acredito que os aportes financeiros prometidos vão ser concretizados. Convoquei o Conselho Deliberativo para convocar Assembleia Geral para saber se vão seguir esse projeto ou se faremos a descontinuidade. A partir da resposta, agirei de forma responsável dentro do contrato. Eu defendo uma SAF, mas uma SAF responsável”, afirmou Rodger Raniery, presidente do Ferroviário.
O Ferroviário foi eliminado nas oitavas de final da Série D do Brasileirão para o Goiatuba-GO e, por questões financeiras, não deverá jogar sequer a Taça Fares Lopes. O técnico português Nuno Pereira admitiu, depois da eliminação na Quarta Divisão, que o clube tinha salários atrasados, e a própria diretoria do Ferroviário não sabe o valor exato das pendências. O Ferroviário oficializou a SAF em 18 de novembro de 2025. O Grupo Makes foi responsável pela compra do time, que é representado dentro do clube coral pelo empresário Pedro Roxo. A empresa passou a gerir o futebol masculino, o feminino e as categorias de base. A decisão sobre o futuro da relação com a SAF caberá à Assembleia Geral convocada pelo presidente, que promete agir de forma responsável dentro do contrato, defendendo uma SAF, mas uma SAF responsável.
Fonte: A Tarde.



