A Inter de Limeira iniciou as obras de modernização do Centro de Treinamento no Horto Florestal, em Limeira. É a primeira ação do clube após a aprovação da proposta de Sociedade Anônima do Futebol ligada ao grupo do ex-jogador Ronaldo e de Roberto Carlos. O investimento previsto é de aproximadamente R$ 4 milhões.
O projeto contempla a troca de todo o gramado do campo e a construção de um prédio principal, que vai concentrar a estrutura de trabalho do elenco profissional. O espaço terá vestiários, academia, área de fisioterapia, refeitório e salas administrativas. Em uma etapa futura, o clube pretende construir uma sala de imprensa, que também poderá ser usada para preleções e atividades internas dos jogadores.
A previsão é concluir essa primeira fase até o fim deste ano ou, no mais tardar, em meados de janeiro de 2027, quando o clube estará disputando a Série A2. As chuvas em Limeira, porém, têm dificultado o andamento dos trabalhos e podem influenciar o cronograma.
Para o torcedor, a obra tem um significado que vai além do canteiro. Trocar o gramado e erguer um prédio com academia, fisioterapia e refeitório significa dar ao elenco condições de treino diário que antes dependiam de adaptações. É a diferença entre um clube que improvisa a rotina de trabalho e um que a planeja — e essa diferença costuma aparecer no desempenho ao longo de uma temporada inteira, não em um jogo isolado.
A estrutura societária do negócio reserva 80% do controle da SAF ao grupo de investidores, enquanto os outros 20% permanecem com o clube. Além de Ronaldo e Roberto Carlos, o grupo conta com o príncipe saudita Abdullah bin Saad bin Abdulaziz Al Saud e um empresário haitiano.
O plano prevê investimentos superiores a R$ 450 milhões ao longo de dez anos, com metas de crescimento esportivo e financeiro. O objetivo declarado é levar a Inter à elite do futebol brasileiro em até oito temporadas. Nos dois primeiros anos, o aporte previsto é de até R$ 20 milhões, com prioridade para fortalecer o departamento de futebol profissional e as categorias de base, além de promover melhorias na estrutura do clube, no centro de treinamento e no estádio Limeirão.
A leitura desse desenho ajuda a entender a lógica de uma SAF em clube de menor porte. O investimento total é grande, mas está distribuído ao longo de uma década e começa em patamar modesto: são R$ 4 milhões em infraestrutura agora, dentro de um aporte de até R$ 20 milhões nos dois primeiros anos. O compromisso maior só se realiza se as etapas anteriores forem cumpridas — e é justamente por isso que a obra do CT ganha peso simbólico: ela é a prova concreta de que o plano saiu do papel.
Fonte: ge.Globo.



